Um incêndio em 1976 causou grandes danos aos estúdios da Globo, que na época completava 60 anos. O fogo destruiu 80% do acervo da emissora, incluindo materiais de programas famosos como Fantástico e novelas. O incidente ocorreu no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, e cerca de 600 pessoas estavam no local, com algumas precisando de atendimento médico. A causa do incêndio foi uma explosão de um computador e problemas no ar-condicionado. Dias depois, o jornal O Globo informou que muitos números musicais do Fantástico e episódios de novelas como O Espigão e Irmãos Coragem foram perdidos. Apesar da tragédia, a programação continuou, e o Jornal Nacional foi transmitido de São Paulo. Um especialista comentou que a perda foi significativa para a identidade nacional, ressaltando que a emissora, como outras, costumava apagar fitas para reutilização, mostrando uma falta de valorização da história.
Um incêndio devastador nos estúdios da Globo, ocorrido em 1976, marcou a trajetória da emissora, que completou 60 anos de história. O incidente, considerado o mais grave na história da empresa, destruiu 80% do acervo, incluindo materiais de programas icônicos como Fantástico e novelas.
O incêndio aconteceu no prédio da emissora localizado no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Estima-se que cerca de 600 pessoas estavam presentes no local, e várias delas precisaram de atendimento médico. Dez pessoas foram encaminhadas ao Hospital Miguel Couto. Do lado de fora, formaram-se cordões humanos na tentativa de salvar o que fosse possível.
A causa do incêndio foi atribuída a uma explosão de um computador na sala de controle mestre de vídeo tape (VT), além de problemas no sistema de ar-condicionado. Dias após o acidente, o jornal O Globo destacou a perda de 80% dos números musicais do Fantástico, além de episódios de novelas como O Espigão e Irmãos Coragem.
Apesar da tragédia, a programação da emissora não foi interrompida. Naquele dia, o Jornal Nacional foi transmitido de São Paulo. Mauro Alencar, consultor e especialista em Teledramaturgia da USP, comentou sobre a importância do material perdido, afirmando que “se perdeu ali grande parte da construção da identidade nacional”. Ele também destacou que a emissora, como outras da época, apagou muitas fitas para reutilização, refletindo uma falta de apreço pela história.
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