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Estudo revela que dose única de psicodélico melhora flexibilidade cognitiva por semanas

Estudo da Universidade de Michigan revela que uma única dose de psicodélico pode melhorar a flexibilidade cognitiva em camundongos por semanas.

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Pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram que uma única dose de um composto psicodélico pode aumentar a flexibilidade cognitiva em camundongos por várias semanas. O estudo, publicado na revista Psychedelics, sugere que essa substância pode causar mudanças duradouras no cérebro, o que pode ser importante para tratar problemas de saúde mental, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Os cientistas deram aos camundongos uma substância chamada 25CN-NBOH e notaram que eles melhoraram em tarefas de aprendizado, mostrando mais acertos em comparação com os que receberam uma solução salina. Os benefícios foram observados até 20 dias após a dose, indicando que os efeitos são prolongados. O professor Omar J. Ahmed, que participou do estudo, destacou que isso pode indicar que os psicodélicos ajudam a mudar a forma como o cérebro funciona, especialmente em áreas ligadas à tomada de decisões e memória. Os pesquisadores também querem saber se mais doses podem trazer ainda mais benefícios ou se há um limite para isso. Esses resultados se juntam a outras pesquisas que mostram que os psicodélicos podem ajudar a remodelar o cérebro. No Brasil, o uso de psicodélicos é restrito a pesquisas e contextos religiosos, mas a cetamina, que tem efeitos semelhantes, já é usada em clínicas para tratar depressão resistente.

Pesquisadores da Universidade de Michigan descobriram que uma única dose de um composto psicodélico pode aumentar a flexibilidade cognitiva em camundongos por semanas. O estudo, publicado na revista Psychedelics, sugere que essa substância pode induzir mudanças duradouras na função cerebral, com implicações significativas para o tratamento de problemas de saúde mental, como depressão e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Os cientistas administraram 25CN-NBOH, um derivado da fenetilamina, a camundongos e observaram melhorias notáveis em tarefas de aprendizado de reversão. Os resultados mostraram que os animais tratados apresentaram maior eficiência e porcentagens de tentativas corretas em comparação ao grupo controle, que recebeu solução salina. A primeira autora do estudo, Elizabeth J. Brouns, destacou que os benefícios cognitivos foram medidos 15 a 20 dias após a administração, indicando que os efeitos vão além da percepção temporária.

Implicações para a Medicina Psicodélica

O professor Omar J. Ahmed, autor sênior do estudo, enfatizou a duração sustentada dos benefícios cognitivos após uma única dose. Ele apontou que isso sugere a possibilidade de que os psicodélicos possam induzir mudanças significativas na neuroplasticidade, especialmente no córtex pré-frontal, área responsável por funções como tomada de decisão e memória de trabalho.

Além disso, o estudo levanta questões sobre a frequência e a quantidade de doses necessárias para maximizar os benefícios cognitivos. Os pesquisadores pretendem investigar se múltiplas doses podem resultar em melhorias adicionais ou se há um efeito de platô.

Avanços na Pesquisa

Os resultados complementam pesquisas anteriores que já indicavam a capacidade dos psicodélicos de promover remodelação estrutural no cérebro. Com o crescente interesse na medicina psicodélica, essa pesquisa pode acelerar o desenvolvimento de terapias direcionadas. Atualmente, no Brasil, o uso de psicodélicos é restrito a estudos científicos e contextos religiosos, mas a cetamina, um anestésico com efeitos alucinógenos, já é utilizada em clínicas para tratar depressão resistente.

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