A biblioteca da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp, está fechada há seis anos por causa de reformas que começaram em 2019. A universidade já gastou R$ 607,3 mil para armazenar os livros fora da biblioteca e enfrenta dificuldades financeiras para terminar a obra, que custa R$ 17,3 milhões. Até agosto de 2023, apenas R$ 10 milhões foram arrecadados. O custo mensal para manter os livros armazenados é de R$ 35.615, e a segurança da construção custa R$ 36.088. A biblioteca, que possui o maior acervo de saúde da América Latina, está em estado de abandono, com paredes mofadas e sujeira. A Unifesp espera que o prédio se torne um centro cultural, mas a reforma está parada. O Ministério da Cultura está analisando a prestação de contas do projeto, e a fundação da universidade planeja pedir ajuda ao Ministério da Educação para finalizar a obra.
A biblioteca da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), permanece fechada há seis anos devido a reformas iniciadas em 2019. O acervo, considerado o maior na área de saúde da América Latina, está temporariamente armazenado fora do prédio, o que já custou R$ 607,3 mil à instituição.
O custo mensal para o armazenamento dos livros é de R$ 35.615, com contrato iniciado em março de 2024. Além disso, a segurança da construção requer R$ 36.088 mensais, com vigilância diurna e noturna contratada desde janeiro de 2023. Enquanto isso, alunos enfrentam dificuldades para acessar o acervo, utilizando espaços improvisados para estudar.
A reforma da biblioteca está orçada em R$ 17,3 milhões, mas apenas R$ 10 milhões foram captados até agosto de 2023. A obra, que deveria transformar o espaço em um centro cultural para pesquisa em saúde, está paralisada. Desde o início das obras, apenas algumas paredes foram derrubadas e materiais foram armazenados. O prédio, localizado na Vila Mariana, em São Paulo, apresenta sinais de abandono, como vegetação e sujeira em seu exterior, além de paredes mofadas e descascadas internamente.
A Unifesp informou que a reforma é realizada por meio de sua fundação de apoio, com recursos captados via Lei Rouanet. O Ministério da Cultura analisa a prestação de contas do projeto, que foi apresentada em fevereiro de 2024. O prazo para movimentação dos recursos arrecadados terminou em dezembro de 2023. A fundação está preparando um relatório técnico para solicitar ajuda financeira ao Ministério da Educação (MEC) e garantir a continuidade da obra.
A biblioteca, inaugurada em 1936, possui um acervo de 33 mil títulos entre livros, teses e dissertações, além de uma coleção de 6 mil periódicos de saúde, totalizando 800 mil fascículos. Este conjunto representa o maior acervo na área de saúde no Brasil e na América Latina.
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