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Iniciativa SeaCURE busca capturar carbono do mar e reduzir impactos climáticos

O projeto SeaCURE no Reino Unido investiga a captura de carbono do mar, com resultados iniciais que levantam preocupações sobre organismos marinhos.

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O projeto SeaCURE, no Reino Unido, está testando uma nova forma de captura de carbono do mar. Essa tecnologia busca retirar o dióxido de carbono (CO2) da água do mar, que já absorve uma grande quantidade desse gás. O projeto começou a operar em um aquário e pode remover cerca de 100 toneladas de CO2 por ano. A água do mar é tratada para aumentar sua acidez, o que ajuda a liberar o carbono. Depois, o CO2 é purificado e pode ser armazenado. No entanto, há preocupações sobre como a água tratada pode afetar a vida marinha, como plâncton e mexilhões. Pesquisadores estão estudando esses impactos e sugerem que a água pode ser diluída antes de ser devolvida ao mar. Embora a tecnologia mostre potencial, ainda são necessárias mais pesquisas para entender sua viabilidade em larga escala e os efeitos no meio ambiente.

O projeto SeaCURE, no Reino Unido, está testando a captura de carbono do mar, com o objetivo de avaliar sua eficácia e impacto ambiental. A iniciativa, que começou a operar há alguns meses, visa remover 100 toneladas de CO2 por ano de 3 mil litros de água do mar por minuto. O projeto é apoiado por um investimento do governo britânico de até £ 20 bilhões (cerca de R$ 26,7 bilhões).

O professor de Oceanografia e Ciências Climáticas da Universidade de Exeter, Paul Halloran, lidera a equipe do SeaCURE. Ele explica que o mar absorve 25% das emissões de dióxido de carbono, tornando-se um alvo promissor para a captura de carbono. A tecnologia envolve aumentar a acidez da água para converter o carbono dissolvido em CO2, que é então extraído e purificado.

Impactos Ambientais

Um dos principais desafios do SeaCURE é entender os impactos da água descarregada no ambiente marinho. O pesquisador Guy Hooper, também da Universidade de Exeter, destaca que os primeiros resultados indicam que organismos marinhos, como plâncton e mexilhões, podem ser afetados pela água de baixo carbono. Para mitigar esses efeitos, a água pode ser diluída antes de ser devolvida ao mar.

Embora a tecnologia apresente vantagens, como a maior concentração de carbono na água em comparação ao ar, Halloran admite que ainda existem desafios, como a remoção de impurezas da água e os custos de construção das instalações. O professor Stuart Haszeldine, da Universidade de Edimburgo, ressalta que a escalabilidade do projeto é crucial para capturar milhões de toneladas de CO2 anualmente.

Futuro da Captura de Carbono

O SeaCURE é parte de uma tendência crescente em projetos de captura de carbono, com pelo menos 628 iniciativas em andamento globalmente. O mercado de captura e armazenamento de carbono está projetado para crescer de US$ 3,5 bilhões em 2024 para US$ 14,5 bilhões até 2032. A captura de carbono do mar, também conhecida como Captura Direta do Oceano (DOC), está ganhando atenção, com várias startups explorando essa abordagem.

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