Um estudo em oito fazendas na Catalunha mostra que a agricultura regenerativa pode produzir tanto quanto a convencional, mas com custos menores e mais benefícios em períodos de seca. As fazendas regenerativas usam técnicas como não arar a terra, manter plantas no solo e evitar produtos químicos. Os resultados preliminares indicam que, além de manter a produção, essas práticas reduzem gastos com maquinário e insumos. Por exemplo, uma fazenda que adotou essas técnicas economizou 30% nos custos ao cultivar abobrinhas. A pesquisa também revelou que o solo regenerativo retém mais água, o que é importante em épocas de seca. Apesar de ainda não haver certificação para a agricultura regenerativa, o governo espanhol está interessado em promover práticas que ajudem a preservar o meio ambiente e a biodiversidade.
Um estudo realizado em oito fincas de Cataluña revela que a agricultura regenerativa pode ser tão produtiva quanto a convencional, com custos reduzidos e benefícios em períodos de seca. A pesquisa, coordenada por Javier Retana, do Centro de Pesquisa Ecológica e Aplicações Forestais (Creaf), analisa quatro propriedades regenerativas e quatro convencionais.
As práticas regenerativas incluem técnicas como não labrar o solo, manter uma cobertura vegetal e evitar insumos químicos. Os resultados preliminares indicam que a produção em sistemas regenerativos é comparável à convencional, mas com custos operacionais menores. Retana afirma que esses dados ajudam a desmistificar a ideia de que a agricultura regenerativa é menos produtiva.
Os agricultores participantes, como Ernest Mas, da Verdcamp Fruits, destacam que em parcelas com técnicas regenerativas, os custos foram reduzidos em 30% para a produção de calabacins. A pesquisa também mostra que o solo regenerativo retém mais água, o que é crucial em períodos de seca.
Benefícios e Desafios
A transição para a agricultura regenerativa pode levar de um a cinco anos, dependendo do estado inicial do solo. Gema Llanes, da Pomona Fruits, explica que a incorporação de restos de poda e microorganismos melhora a fertilidade do solo. Durante a recente seca, a finca regenerativa manteve a produção de peras, enquanto a convencional teve resultados insatisfatórios.
Em Planeses, a divisão do terreno em oitenta parcelas para pastoreio racional de vacas leiteras demonstrou ser mais eficiente em termos de recursos e tempo. O modelo regenerativo, que requer apenas dez minutos de manejo diário, se mostrou mais econômico em comparação ao convencional.
O projeto, que durará dois anos, ainda não possui certificação, mas o Ministério da Agricultura expressa interesse em práticas que garantam a viabilidade dos ecossistemas. O ministério já desenvolve iniciativas que incorporam princípios da agricultura regenerativa, como a nutrição sustentável dos solos.
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