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Literatura infantojuvenil desafia normas e aborda crises ambientais com criatividade

Literatura infantojuvenil ganha nova voz com obras que abordam crise climática e extinção, sem moralizar. Conheça "O Invasor", "Submersos" e "Tapera".

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A literatura infantojuvenil é vista como um espaço para criatividade e transgressão, em vez de apenas ensinar lições de moral. Recentemente, três livros abordaram temas importantes como a crise climática e a extinção de espécies, mantendo um tom rebelde e criativo. “O Invasor”, de Daniel Cabral e Fereshteh Najafi, conta a história de animais que fogem de um invasor, que é o ser humano, mas termina com uma mensagem de esperança. “Submersos”, de Estevão Azevedo e Vitor Bellicanta, imagina um mundo onde animais marinhos convivem com humanos nas cidades, questionando quem realmente são os invasores. Por fim, “Tapera”, de Marcelo Jucá e Vanessa Prezoto, mostra três irmãs que desenham animais que nunca viram, em um mundo onde a natureza foi extinta, refletindo sobre a destruição ambiental. Esses livros conseguem discutir questões sérias sem cair na moralização.

A literatura infantojuvenil tem enfrentado críticas por seu papel normatizador, mas três novos livros desafiam essa visão. As obras “O Invasor”, “Submersos” e “Tapera” abordam temas urgentes como a crise climática e a extinção de espécies, mantendo um tom criativo e rebelde.

“O Invasor”, de Daniel Cabral e Fereshteh Najafi, apresenta um tigre que percebe a chegada de um invasor à floresta. A narrativa, que quebra a quarta parede, explora o impacto humano sobre a natureza. Apesar do tom sombrio, a história termina com uma mensagem de esperança, refletindo sobre a relação entre humanos e animais.

“Submersos”, de Estevão Azevedo e Vitor Bellicanta, é um livro de imagens que questiona o que aconteceria se a fauna marinha decidisse viver nas cidades. Com ilustrações que mostram a interação entre humanos e animais, a obra provoca reflexões sobre quem realmente é o invasor: os humanos ou os animais que buscam novos habitats.

“Tapera”, de Marcelo Jucá e Vanessa Prezoto, retrata três irmãs que desenham animais em um mundo onde a fauna e flora foram extintas. A narrativa mistura memória e invenção, revelando uma distopia ambiental. O livro utiliza ilustrações feitas com pigmentos de terra, equilibrando lirismo e crítica social.

Essas obras mostram que é possível abordar questões ambientais de forma criativa, sem cair na moralização. Elas oferecem uma nova perspectiva sobre a literatura infantojuvenil, promovendo a reflexão sobre a relação entre humanos e natureza.

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