Bárbara Barros, de 35 anos, descobriu o autismo de seu filho Miguel, de 13 anos, após a escola sugerir uma investigação sobre seu comportamento. Miguel foi diagnosticado com autismo grau 1 e, a partir daí, Bárbara começou a observar suas outras filhas. Maria Rita, a terceira, era tão tímida que a professora questionou se ela falava. Com a chegada da caçula Madalena, que nasceu prematura, Bárbara enfrentou depressão pós-parto e decidiu buscar respostas sobre o autismo. Assim, as filhas foram diagnosticadas: Maria Rita e Helena, que usava fralda aos seis anos, também foram identificadas como autistas, assim como Madalena, que apresentava sinais clássicos do transtorno. Por fim, Maria Luísa, mais comunicativa, também recebeu o diagnóstico. Bárbara, ao se reconhecer como autista, percebeu como isso afetou sua vida e sua maternidade. Ela aprendeu a ter mais empatia com as necessidades dos filhos e com as suas próprias. O diagnóstico a fez refletir sobre sua infância e sua relação com a religião, levando-a a se afastar da igreja, embora sinta falta da comunidade. Especialistas afirmam que muitas mulheres autistas só descobrem seu diagnóstico após terem filhos autistas, pois o autismo tem um forte componente genético. Mães de crianças autistas enfrentam altos níveis de estresse, comparáveis ao de soldados em combate, e muitas vezes buscam o melhor para seus filhos, mesmo quando estão adoecidas.
Bárbara Barros, mãe de quatro filhos, descobriu o autismo de seu filho Miguel, de treze anos, após a escola sugerir uma investigação sobre seu comportamento. O menino foi diagnosticado com autismo grau 1 de suporte. A partir dessa descoberta, Barros começou a observar as filhas e a buscar diagnósticos para elas.
Após o nascimento da caçula, Madalena, Barros enfrentou depressão pós-parto e se dedicou a entender o autismo. Ela procurou uma neuropediatra e, em sequência, todas as filhas foram diagnosticadas com autismo. Maria Rita, a terceira filha, foi a primeira a receber o diagnóstico, seguida por Helena, que ainda usava fralda aos seis anos, e Madalena, que apresentava sinais clássicos do transtorno. Por fim, Maria Luísa também foi diagnosticada.
A descoberta mais impactante foi o autodiagnóstico de Bárbara como autista. Ela refletiu sobre sua infância e reconheceu que cresceu sem tratamento, o que afetou sua vida acadêmica e profissional. A mãe afirmou que a revelação mudou sua perspectiva sobre a maternidade, permitindo-lhe ter mais empatia com as demandas de seus filhos e consigo mesma.
Impacto na Vida Pessoal
Bárbara também comentou sobre sua relação com a religião. A decisão de ter muitos filhos foi influenciada pela proibição de métodos contraceptivos pela Igreja Católica. Ela se afastou da igreja, mas sente falta do senso de pertencimento que encontrou na comunidade. A psiquiatra Neusa Agne, que acompanha mulheres autistas, destacou que muitas mães descobrem seu autismo após o diagnóstico dos filhos, devido ao forte componente genético do transtorno.
Agne alertou que mães de crianças autistas enfrentam altos níveis de estresse, comparáveis ao de soldados em combate. Apesar das dificuldades, essas mães costumam se dedicar intensamente ao bem-estar dos filhos, mesmo quando adoecidas. É fundamental que a sociedade reconheça e valorize a força dessas cuidadoras.
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