Yara Barros, uma bióloga brasileira, recebeu o Whitley Prize em Londres por seu trabalho na conservação das onças-pintadas na Mata Atlântica, onde a espécie está ameaçada de extinção. Ela foi reconhecida por transformar a paixão das pessoas pelas onças em benefícios para a comunidade e os animais. Barros lidera o “Projeto Onças do Iguaçu”, que ajudou a aumentar a população de onças no Parque Nacional do Iguaçu, onde agora vivem 25 onças, em comparação com apenas nove em 2009. O projeto também promove a convivência pacífica entre humanos e onças, ensinando práticas para evitar conflitos e estimulando o empreendedorismo local. Além disso, Barros foi eleita uma das mulheres mais destacadas em pesquisa e exploração. O prêmio de 50 mil libras será usado para expandir sua equipe. Barros, que já trabalhou com a conservação da ararinha-azul, destaca que enfrenta preconceitos por ser mulher e por sua idade, mas continua seu trabalho com determinação.
Yara Barros, bióloga brasileira, foi premiada com o Whitley Prize em Londres, considerado o “Oscar Verde”, por seu trabalho na conservação das onças-pintadas na Mata Atlântica. A premiação reconhece sua contribuição para aumentar a população de onças no Parque Nacional do Iguaçu, onde a espécie está criticamente ameaçada.
Barros, coordenadora-executiva do Projeto Onças do Iguaçu, destacou que seu trabalho transforma a paixão pela espécie em benefícios para a comunidade local. “Minha meta é transformar medo em encantamento”, afirmou. O projeto, que começou em 2018, ajudou a elevar a população de onças de nove para 25 no lado brasileiro do parque, e 91 considerando o corredor verde entre Brasil e Argentina.
Além do Whitley Prize, Barros foi eleita uma das mulheres mais destacadas em pesquisa e exploração pelo prêmio Women of Discovery (Wings 2025), que será entregue em outubro em Nova York. O reconhecimento ressalta a importância da ciência brasileira na conservação ambiental, especialmente em um ano em que o Brasil sedia a COP30.
Impacto Local
O projeto de Barros não apenas protege as onças, mas também promove o desenvolvimento econômico na região. Com cerca de 400 visitas anuais a propriedades locais, a equipe ensina práticas de manejo para evitar conflitos entre onças e animais domésticos. Além disso, iniciativas como o Crocheteiras da Onça capacitam mulheres da comunidade a produzir e vender artesanatos.
Barros também enfrenta desafios, como preconceitos de gênero e etarismo. “Nunca sofri com as onças, mas sim por ser mulher e agora, aos 59 anos”, disse. O prêmio de 50 mil libras (aproximadamente R$ 380 mil) será utilizado para expandir sua equipe, que atualmente conta com seis membros, cinco deles mulheres.
O trabalho de Yara Barros é um exemplo de como a conservação pode ser aliada ao desenvolvimento sustentável, promovendo a coexistência pacífica entre humanos e felinos.
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