Pesquisadores descobriram que o fungo Fusarium foetens, encontrado no intestino humano, pode ajudar a melhorar os sintomas da esteato-hepatite metabólica em camundongos. Esse tipo de doença do fígado afeta cerca de 30% da população adulta mundial e, até agora, havia apenas um remédio aprovado para tratá-la, com eficácia limitada. O estudo mostrou que o fungo reduz a produção de ceramidas, que estão elevadas em pessoas com essa condição. Os cientistas cultivaram o fungo a partir de fezes humanas e, ao administrá-lo a camundongos com a doença, notaram uma melhora significativa, como a redução do inchaço e cicatrização do fígado. Eles também identificaram uma molécula secreta do fungo que inibe a síntese de ceramidas, o que pode abrir novas possibilidades para o tratamento clínico da doença.
Pesquisadores descobriram que o fungo Fusarium foetens pode melhorar os sintomas da esteato-hepatite metabólica em camundongos. O estudo, publicado na revista *Science*, revela que o fungo reduz a síntese de ceramidas, moléculas associadas a essa condição. A pesquisa é um avanço importante, considerando que a doença afeta cerca de 30% dos adultos em todo o mundo e que apenas um medicamento tem aprovação da FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos), com eficácia limitada.
Antes deste estudo, o papel do Fusarium foetens na microbiota intestinal e suas interações com o metabolismo eram pouco compreendidos. O coautor Jiang Changtao, microbiologista do Hospital da Terceira Universidade de Pequim, destacou a falta de conhecimento sobre como esse fungo coloniza os intestinos de indivíduos saudáveis. Estudos anteriores mostraram que leveduras intestinais podem agravar doenças hepáticas, mas a influência de fungos filamentosos como o Fusarium não era clara.
Os pesquisadores cultivaram o fungo a partir de fezes humanas e administraram a camundongos com esteato-hepatite metabólica. Os resultados mostraram uma redução significativa do inchaço e da cicatrização do fígado. A equipe analisou as mudanças no metabolismo dos camundongos tratados e identificou que a melhora se deve à diminuição da síntese de ceramidas, que estão elevadas em casos de esteato-hepatite metabólica.
Novas Abordagens Terapêuticas
Os cientistas isolaram moléculas secretadas pelo Fusarium foetens que inibem a síntese de ceramidas. Uma dessas moléculas foi identificada como um inibidor da proteína CerS6, responsável pela produção de ceramidas no intestino. Essa descoberta abre caminho para novas abordagens no tratamento da esteato-hepatite metabólica, com o objetivo de desenvolver terapias mais eficazes. A equipe de pesquisa planeja continuar a análise das moléculas produzidas pelo fungo para potencializar suas aplicações clínicas.
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