Margareth Dalcolmo, uma pneumologista conhecida, participou do podcast “Se ela não sabe, quem sabe?”, onde falou sobre sua vida pessoal, incluindo sua decisão de não ter filhos e a saudade que sente de seu marido e de seus pais. Ela comentou sobre o conservadorismo entre jovens médicos, atribuindo isso à falta de conhecimento e preconceito. Dalcolmo também compartilhou seu interesse pelo suicídio, um tema que começou a estudar após experiências pessoais, e falou sobre a importância de viver o luto de forma prática. Ela acredita que o tempo transforma a saudade, tornando-a mais doce. O podcast, que aborda temas sobre envelhecer e recomeçar, é publicado às sextas-feiras.
Margareth Dalcolmo, pneumologista de destaque, compartilhou reflexões pessoais em entrevista ao podcast Se ela não sabe, quem sabe?. Durante a conversa, a médica, que ganhou notoriedade durante a pandemia, abordou sua escolha de não ter filhos e a saudade que sente de entes queridos falecidos.
Em um dos trechos, Dalcolmo afirmou: “Eu tenho muita pena de não ter sido mãe, mas não deu. Quando eu me dei conta, já tinha passado da hora.” Ela também mencionou que, apesar de não ter filhos, encontrou formas de deixar sua marca, como plantar árvores e escrever livros. A médica lamenta a perda do marido, que faleceu há três anos, e expressou o desejo de ter conversado mais com seus pais.
Conservadorismo na Medicina
Dalcolmo comentou sobre o conservadorismo crescente entre jovens médicos, afirmando que isso se deve à ignorância e ao preconceito. Ela destacou que muitos não conhecem a história por trás de questões médicas e sociais, o que resulta em uma formação superficial. “O que me surpreende mais, na verdade, não são as pessoas mais velhas, o que me choca é o conservadorismo entre os mais jovens,” disse.
A médica também revelou seu interesse pelo tema do suicídio, que começou a estudar após vivenciar casos próximos. Ela enfatizou a importância do luto, afirmando que “primeiro tem que viver um luto, que não tem nada de depressão.” Dalcolmo acredita que o tempo transforma a saudade, tornando-a mais doce e menos traumática.
O podcast, inspirado no programa americano Wiser Than Me, é apresentado por Tati Bernardi e traz histórias de mulheres com mais de cinquenta anos. Os episódios são disponibilizados às sextas-feiras nas principais plataformas de áudio.
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