Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e da Universidade de Stanford estão desenvolvendo robôs cirúrgicos que podem realizar procedimentos com a habilidade de um médico humano. Esses robôs foram treinados com vídeos e agora conseguem manipular agulhas, dar nós e suturar ferimentos sozinhos, corrigindo erros sem ajuda. Eles estão avançando para testes em cadáveres de animais. Essa nova tecnologia pode ajudar a resolver a falta de cirurgiões nos Estados Unidos, onde se espera uma escassez de até 20 mil profissionais até 2036. Embora a cirurgia robótica possa ser mais cara, a experiência dos cirurgiões com esses robôs está melhorando. Os robôs ainda precisam passar por testes rigorosos e obter aprovação antes de serem usados em hospitais. Além disso, questões éticas e de privacidade surgem, já que os robôs precisam ser treinados com vídeos de cirurgias reais, o que requer permissão dos pacientes.
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e da Universidade de Stanford desenvolveram robôs cirúrgicos que aprendem a realizar procedimentos com a habilidade de médicos humanos. O avanço foi apresentado na Conferência sobre Aprendizagem de Robôs, em Munique.
Os robôs foram treinados com vídeos para executar tarefas como manipulação de agulhas, dar nós e suturar ferimentos. Esses robôs não apenas imitam, mas também corrigem erros autonomamente, como pegar uma agulha que caiu. A equipe já iniciou testes em cadáveres de animais, visando a realização de cirurgias completas.
A nova geração de robôs pode ajudar a enfrentar a escassez de cirurgiões nos Estados Unidos, que pode chegar a 20 mil profissionais até 2036, segundo a Associação Americana de Faculdades de Medicina. O professor associado da Johns Hopkins, Axel Krieger, destacou que o objetivo não é substituir cirurgiões, mas facilitar o trabalho deles.
Em 2020, aproximadamente 876 mil cirurgias assistidas por robôs foram realizadas nos EUA. Os robôs utilizados na pesquisa foram montados a partir de kits da empresa Intuitive. A equipe desenvolveu um sistema que permite a interação com o robô, como se fosse um residente cirúrgico.
Embora o progresso seja significativo, especialistas alertam que ainda existem desafios a serem superados. O diretor de cirurgia robótica da Universidade de Miami, Dipen J. Parekh, enfatizou que os robôs precisam entender a anatomia individual dos pacientes e realizar cirurgias laparoscópicas, que exigem precisão em incisões pequenas.
A abordagem de treinamento dos robôs se assemelha à utilizada em inteligência artificial, como no ChatGPT, utilizando vídeos para ensinar movimentos. Os pesquisadores esperam que essa técnica reduza a necessidade de programar cada movimento individualmente.
Por fim, questões éticas e logísticas, como a responsabilidade em caso de erro e a privacidade dos pacientes, também precisam ser abordadas à medida que a tecnologia avança.
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