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A busca pelo silêncio digital cresce com a demanda por retiros de bem-estar no Brasil

A busca por desconexão cresce no Brasil, onde 60% sentem ansiedade sem o celular. Retiros digitais e "dumb-phones" estão em alta.

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O Brasil é o segundo país do mundo em tempo de uso de smartphones, com uma média de 9 horas e 32 minutos por dia. Essa situação gera ansiedade em 60% da população quando ficam longe do celular. A preocupação com o tempo de tela está crescendo, levando a um aumento na procura por retiros digitais e produtos como “dumb-phones”. Um estudo mostra que 87% dos brasileiros se sentem dependentes do celular para as atividades diárias. A Nokia, por exemplo, dobrou sua participação no mercado de telefones flip no país. Além disso, há uma demanda crescente por retiros que oferecem experiências sem conexão à internet, com preços a partir de US$ 1.200 por noite. A indústria de bem-estar digital, que inclui aplicativos para ajudar a controlar o uso do celular, está em expansão e deve crescer ainda mais nos próximos anos.

A crescente preocupação com o tempo de tela e a hiperconexão tem gerado um aumento na demanda por desconexão no Brasil. O país se destaca como o segundo no mundo em tempo de uso de smartphones, com uma média de nove horas e trinta e dois minutos diários. Um estudo revela que 60% da população sente ansiedade ao ficar longe do celular, refletindo a dependência da tecnologia.

A busca por alternativas para reduzir a ansiedade digital está em alta. Retiros digitais e produtos como os chamados “dumb-phones” estão se tornando populares. No Brasil, a Nokia reportou um aumento significativo nas vendas de telefones flip, dobrando sua participação de mercado em 2024. Além disso, plataformas como a BookRetreats já listam retiros “digital-detox” para 2025, com diárias a partir de R$ 1.200,00.

O fenômeno FOMO (fear of missing out), que se refere ao medo de perder eventos ou experiências, é uma preocupação constante entre os brasileiros. Um estudo latino-americano indica que 87% dos brasileiros se consideram dependentes do celular para suas atividades diárias. Essa dependência se transforma em um gatilho psicológico, onde a falta de sinal gera ansiedade.

O mercado de bem-estar digital também está em expansão. O setor global de wellness retreats deve ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em 2025, impulsionado por pacotes que proíbem o uso de Wi-Fi e oferecem atividades de relaxamento. A indústria está aprendendo a monetizar a ausência digital, transformando a busca por silêncio em um produto premium.

A troca de FOMO por JOMO (joy of missing out), que representa o prazer de não participar, é um processo que exige tempo. Estudos indicam que formar novos hábitos leva em média sessenta e seis dias. Assim, programas de desconexão com ciclos de noventa dias estão se tornando populares, oferecendo suporte e ferramentas para aqueles que buscam um estilo de vida mais equilibrado.

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