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Família de paciente processa Incor e estudantes por vídeo desrespeitoso no TikTok

Família de Vitória Chaves processa Incor e estudantes de medicina por vídeo no TikTok que expôs sua condição, pedindo R$ 632,7 mil por danos morais.

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A família de Vitória Chaves, que faleceu após quatro transplantes de órgãos, está processando o Incor e duas estudantes de medicina por um vídeo no TikTok que expôs sua situação. Elas são acusadas de desrespeito e violação da ética médica, pois o vídeo, que foi postado dias antes da morte de Vitória, foi considerado sarcástico e desrespeitoso. A mãe e a irmã de Vitória pedem R$ 632,7 mil por danos morais, alegando que as estudantes, Gabrielli Farias de Souza e Thais Caldeira Soares Foffano, expuseram informações sensíveis e violaram o sigilo profissional. O advogado da família disse que o valor busca reparar o sofrimento causado pela repercussão do vídeo. As estudantes afirmam que não tinham a intenção de desrespeitar e que o vídeo tinha como objetivo relatar um caso clínico raro, sem conhecer a identidade da paciente. Elas também receberam ameaças após a publicação. A Faculdade de Medicina da USP notificou as universidades das estudantes e afirmou que repudia qualquer desrespeito a pacientes.

A família de Vitória Chaves, que faleceu após quatro transplantes de órgãos, processa o Instituto do Coração (Incor) e duas estudantes de medicina. O processo foi motivado por um vídeo publicado no TikTok que expôs a situação da paciente, gerando repercussão negativa.

O pedido de indenização é de R$ 632,7 mil por danos morais. A mãe de Vitória, Claudia Parecida da Rocha Chaves, e a irmã, Giovana Chaves dos Santos, alegam que as estudantes violaram a ética médica ao expor um caso sensível. As estudantes, Gabrielli Farias de Souza e Thais Caldeira Soares Foffano, negam qualquer intenção de desrespeito e afirmam que o vídeo tinha o objetivo de relatar um caso clínico raro.

No vídeo, as estudantes descreveram a condição de Vitória, que já havia passado por três transplantes cardíacos. A gravação, que ficou disponível por alguns dias, foi retirada após críticas. A família argumenta que, mesmo sem a menção do nome da paciente, a identificação foi fácil devido à singularidade do caso.

Repercussão e Ações Legais

O advogado da família, Eduardo Barbosa, destacou que a ação busca reparar o sofrimento causado pela divulgação do vídeo. Ele também mencionou a necessidade de tratamento psicológico para a mãe e a irmã de Vitória, que enfrentaram grande abalo emocional após a morte da jovem.

As estudantes afirmaram que não tinham acesso ao prontuário de Vitória e que não sabiam sua identidade. Elas ressaltaram que o vídeo visava apenas compartilhar a surpresa diante de um caso clínico raro. A Faculdade de Medicina da USP notificou as universidades das estudantes e afirmou que orientações sobre ética nas redes sociais serão fornecidas.

A situação levanta questões sobre a ética na divulgação de informações médicas e o respeito à privacidade dos pacientes. A repercussão do caso continua a gerar debates nas redes sociais e entre profissionais da saúde.

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