Ficar muito tempo sentado é tão prejudicial à saúde quanto fumar, segundo a Organização Mundial da Saúde. O sedentarismo pode causar mortes precoces, e mesmo pessoas que se exercitam regularmente, mas passam longos períodos sentadas, são consideradas sedentárias. A fisioterapeuta Valdirene Canhestro explica que, mesmo com atividade física, o tempo sentado é um fator de risco para problemas de saúde. Estudos recentes mostram que a falta de movimento pode levar a dores e problemas musculares, como a “síndrome da bunda morta”, que resulta da inatividade dos músculos glúteos. A professora Cláudia Mello observa que, após a pandemia, muitas pessoas estão enfrentando novas dores devido ao sedentarismo. Para combater isso, especialistas recomendam levantar-se e se movimentar a cada hora e incorporar mais atividades cotidianas, como caminhar e brincar com os filhos. O corpo humano foi feito para se mover, e a falta de movimento pode causar sérios problemas de saúde.
O sedentarismo é um problema de saúde crescente, equiparado ao tabagismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade alerta que, até o final do século, o sedentarismo poderá causar até 800 milhões de mortes precoces. Estudos recentes revelam que mesmo indivíduos ativos, que se exercitam regularmente, enfrentam riscos à saúde se passam longos períodos sentados.
A fisioterapeuta Valdirene Morette Canhestro, especialista em medicina do estilo de vida, afirma que passar oito horas diárias sentado é considerado comportamento sedentário, independentemente da prática de exercícios. Essa nova perspectiva inclui o tempo sentado como um fator de risco à saúde, assim como a circunferência abdominal elevada.
O médico Drauzio Varella destaca que a ciência tem avançado na compreensão dos efeitos do sedentarismo. Ele menciona que, embora a atividade física seja reconhecida como benéfica, a inatividade prolongada pode levar a problemas crônicos. A falta de movimento afeta a saúde muscular e cardiovascular, resultando em condições como tendinite e bursite.
Impactos do Sedentarismo
A professora de ginástica e dança Cláudia Mello observa um aumento de casos de “síndrome do glúteo adormecido”, que resulta da inatividade e pode causar dores crônicas. Essa condição é um reflexo da falta de uso dos músculos, que são essenciais para a mobilidade. Mello enfatiza que o corpo humano foi projetado para o movimento, e a inatividade compromete essa funcionalidade.
Além disso, a ergonomia das cadeiras e a rotina sedentária contribuem para problemas de postura e dores nas costas. Valdirene Canhestro sugere que pequenas mudanças, como levantar-se a cada hora, podem ajudar a mitigar os efeitos negativos do sedentarismo.
A medicina de estilo de vida, que prioriza a prevenção e o tratamento de doenças crônicas por meio de hábitos saudáveis, agora inclui a redução do tempo sentado como um pilar fundamental. Essa abordagem busca promover um estilo de vida mais ativo e saudável, essencial para a qualidade de vida na sociedade moderna.
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