Luís Henrique Pellanda lançou seu novo livro, “A Crônica Não Mata”, que contém 130 fragmentos sobre a pandemia de Covid-19 e a solidão. A obra é dedicada ao escritor Sérgio Sant’Anna e traz textos curtos que refletem a experiência do autor durante o isolamento. Pellanda, que costuma se inspirar nas ruas de Curitiba, agora observa a cidade de sua janela, registrando a estranheza do momento. O livro aborda temas como a convivência familiar, a insônia, as filas de vacinação e o uso de máscaras, destacando a solidão e o impacto da pandemia. Pellanda já publicou mais de 500 crônicas e três volumes de contos, e sua escrita mistura diferentes estilos, como aforismos e ensaios. “A Crônica Não Mata” se aproxima de um diário íntimo, refletindo sobre a dor e a solidão que marcaram esse período.
Luís Henrique Pellanda lançou seu novo livro, “A Crônica Não Mata”, que reúne 130 fragmentos sobre a pandemia de Covid-19 e a solidão. A obra, publicada pela Arquipélago Editorial, é dedicada ao escritor Sérgio Sant’Anna e tem preço de R$ 59,90.
Os textos, que Pellanda chama de segmentos, refletem a melancolia e a dureza da experiência pandêmica. O autor, influenciado por Rubem Braga, se transformou em um cronista janeleiro, observando a cidade de Curitiba durante o isolamento. A frase que dá título ao livro aparece em variações ao longo da obra, servindo como um lembrete para o leitor relaxar.
Temas Abordados
Na obra, Pellanda explora a solidão e a estranheza do cotidiano em tempos de pandemia. Ele descreve cenas como urubus nos telhados, a convivência com suas filhas e gatas, e as madrugadas de insônia. O autor também menciona as filas de vacinação e o comportamento das pessoas em meio ao uso de máscaras.
O livro se destaca por seu estilo reflexivo e por abordar a realidade de uma cidade em silêncio. Pellanda já havia tocado nesse tema em sua obra anterior, “Na Barriga do Lobo”, publicada em 2021. A nova coletânea amplia essa visão, apresentando um panorama mais abrangente da vida durante a pandemia.
Reflexões e Estilo
Pellanda utiliza uma linguagem acessível e direta, misturando gêneros literários como crônica, aforismo e ensaio. Ele retrata um tempo doente, mas também busca a beleza nas pequenas coisas, como a observação de borboletas amarelas. A obra é um convite à reflexão sobre a vida em tempos difíceis, mantendo a crônica viva e relevante.
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