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Gabor Maté explica como traumas influenciam a dependência de drogas e comportamentos aditivos

Gabor Maté propõe que o vício é reflexo de traumas profundos, defendendo novas terapias, incluindo substâncias psicodélicas.

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Gabor Maté, um médico que estuda o vício, afirma que a dependência de drogas e comportamentos, como jogos de azar, é um reflexo de traumas profundos, não apenas uma questão química do cérebro. Ele explica que as pessoas usam substâncias para escapar da dor e do sofrimento. Maté, que trabalha há mais de 20 anos com dependentes em Vancouver, acredita que entender as causas do vício pode ajudar no tratamento. Ele observa que o vício pode se manifestar em várias formas, como o uso excessivo de telas ou compras. Além disso, Maté defende o uso de substâncias psicodélicas, como a ayahuasca, para tratar traumas e vícios, embora a medicina tradicional seja resistente a essas abordagens. Ele critica a visão limitada que muitos profissionais de saúde têm sobre o vício, ressaltando que ele está ligado a experiências de vida difíceis e não é apenas uma questão genética.

Gabor Maté, médico e autor do livro “Vício: o Reino dos Fantasmas Famintos”, propõe uma nova visão sobre o vício, considerando-o um sintoma de traumas profundos. Em sua obra, Maté argumenta que as alterações cerebrais observadas em dependentes de substâncias não são a causa do vício, mas sim um reflexo de experiências de vida difíceis.

Maté, que atua há mais de 20 anos em um centro de acolhimento de dependentes químicos em Vancouver, destaca que muitos pacientes usam substâncias para “afastar a dor e o sofrimento”. Ele explica que o cérebro se torna suscetível à dependência devido a circuitos relacionados ao prazer e à dor, que são ativados por experiências traumáticas.

Abordagens Terapêuticas

O autor defende que a compreensão dos mecanismos biológicos do vício pode auxiliar no tratamento de dependentes. Ele menciona que Vancouver criou centros seguros para uso de substâncias, onde profissionais de saúde supervisionam usuários. Maté também sugere o uso de substâncias psicodélicas, como a ayahuasca e a raiz de iboga, como terapias promissoras para tratar traumas e vícios.

Além disso, Maté observa que a dependência pode se manifestar em diversos comportamentos, como jogos de azar e uso excessivo de telas. Ele afirma que “uma pessoa que joga em um cassino não é viciada em dinheiro”, mas sim em buscar alívio momentâneo da dor.

Ignorância e Mudanças Necessárias

Maté critica a abordagem tradicional da medicina ocidental, que muitas vezes ignora a relação entre vício e trauma. Ele enfatiza que o vício não é apenas uma questão genética, mas também está ligado ao sofrimento humano. Para ele, “se os médicos olhassem para a ciência, a política social contra as drogas poderia mudar.”

A obra de Maté traz à tona a necessidade de novas abordagens no tratamento de dependentes, focando na cura dos traumas que levam ao vício.

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