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Vigneron propõe soluções inovadoras para enfrentar o aquecimento global na Bourgogne

A viticultura na Borgonha se adapta ao aquecimento global com novas práticas e reintrodução de cépages esquecidos.

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David Lefort, um produtor de vinho que usa métodos biodinâmicos, fala sobre os desafios do aquecimento global na viticultura da Borgonha. Ele observa que as secas estão se tornando mais comuns e que a produção de uvas tem diminuído desde 2003, mesmo com mais terras sendo cultivadas. Lefort acredita que é importante trabalhar junto com os viveiristas para adaptar as plantas e reintroduzir variedades de uvas que foram esquecidas. Ele defende a prática de ter grama nas vinhas, pois isso ajuda a proteger as plantas da seca. Além disso, ele menciona que a densidade de plantio e o uso de técnicas como o paletamento podem ajudar a manter o solo mais fresco. Lefort também destaca a importância de um diálogo constante entre todos os envolvidos na produção de vinho para enfrentar esses desafios.

David Lefort, vigneron biodinâmico na Borgonha, destaca a necessidade de adaptação da viticultura frente ao aquecimento global. Desde dois mil e três, a região enfrenta períodos de seca mais frequentes e uma queda nos volumes de colheita, mesmo com o aumento da área cultivada. Lefort, que gerencia quase seis hectares, afirma que a colaboração com pépiniéristes (especialistas em viveiros) é crucial para desenvolver porta-greffes (porta-enxertos) que resistam às novas condições climáticas.

O vigneron observa que, embora a introdução de novos cépages (variedades de uva) não seja uma prioridade, é essencial adaptar as variedades tradicionais, como chardonnay e pinot noir. Ele menciona que a viti-foresterie (práticas de viticultura que integram árvores) está sendo reavaliada para melhorar a resiliência das vinhas. Lefort também aponta que a Confédération des Appellations et des Vignerons de Bourgogne (CAVB) apoia essa abordagem, promovendo um diálogo entre vignerons e pépiniéristes.

Lefort enfatiza a importância do enherbement (cobertura vegetal) nas vinhas, que ajuda a mitigar os efeitos da seca. Ele explica que, em parcelas com enherbement, as temperaturas extremas e as queimaduras nas uvas foram significativamente reduzidas. Além disso, ele destaca a necessidade de inovação no manejo do solo, como o uso de paulagem e adubos verdes para preservar a umidade.

Por fim, Lefort menciona que a densidade de plantio e o rebaixamento do palissage (altura do suporte das videiras) são estratégias que podem ajudar a manter os solos mais frescos. Ele conclui que o sucesso da viticultura na Borgonha depende da colaboração entre todos os envolvidos no setor.

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