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Brasil e China intensificam cooperação em energias renováveis e sustentabilidade

Brasil e China intensificam cooperação em energias renováveis com novos centros e acordos, mirando a indústria fotovoltaica e a neutralidade de carbono.

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Brasil e China estão se unindo para trabalhar em energias renováveis desde 2011. Recentemente, foi inaugurado o Centro de Cooperação Tecnológica Shandong-São Paulo na Unicamp, que vai ajudar a treinar pessoas e desenvolver projetos para reduzir a emissão de carbono. Também foi assinado um acordo entre os ministérios de ciência e tecnologia dos dois países, focando na indústria de energia solar. O Brasil tem uma matriz elétrica com 90% de fontes renováveis e está se destacando no uso de etanol e energia solar. Além disso, foi criado o consórcio iPhotoMat, que busca soluções para transformar emissões de CO2 em produtos úteis, como combustíveis. O projeto envolve especialistas de vários países e pretende usar a luz solar para limpar o meio ambiente e gerar energia. A Embrapa, que tradicionalmente trabalha com agronegócio, está se expandindo para o setor de energias renováveis, buscando produzir hidrogênio verde a partir de energia solar.

Brasil e China fortalecem cooperação em energias renováveis

Brasil e China intensificam suas parcerias em energias renováveis, com foco em ciência e inovação. Desde dois mil e onze, os dois países colaboram em projetos que visam a sustentabilidade, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas. Recentemente, foi inaugurado o Centro de Cooperação Tecnológica Shandong-São Paulo na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O centro, resultado da colaboração entre a Unicamp e a Universidade de Tecnologia Qilu, tem como objetivo integrar equipes de pesquisa e desenvolver projetos para a neutralidade de carbono. O professor Gilberto Jannuzzi, coordenador do Centro Paulista de Inovação em Iluminação Pública (CePIL), destaca que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China abriu espaço para o Brasil se tornar um parceiro estratégico na transferência de conhecimento.

Memorando de Entendimento

Em novembro, Brasil e China assinaram um Memorando de Entendimento entre os ministérios de ciência e tecnologia, focando na promoção da indústria fotovoltaica. O acordo foi parte de um pacote de trinta e sete iniciativas durante a visita do presidente chinês Xi Jinping a Brasília. O empresário Emerson Capaz, CEO do Instituto Combustível Legal, ressalta que o Brasil possui uma matriz elétrica com noventa por cento de fontes renováveis.

O consórcio iPhotoMat, iniciado em dois mil e vinte e três, busca soluções sustentáveis para mitigar emissões de CO2. Coordenado por Cauê Ribeiro, da Embrapa Instrumentação, o projeto envolve especialistas de vários países e visa desenvolver sistemas que utilizam luz solar para tratar contaminantes e gerar energia limpa.

Inovação e futuro energético

A Embrapa, tradicionalmente voltada para o agronegócio, está expandindo suas atividades para o setor de energias renováveis. Ribeiro menciona que os trabalhos atuais incluem a produção de hidrogênio verde utilizando células fotovoltaicas. A proposta é transformar a luz solar em combustível eficiente, com potencial de aplicação em veículos e na indústria.

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