Uma nova terapia chamada imunoterapia, que já havia mostrado resultados positivos no tratamento de câncer de reto, agora também apresenta avanços em pacientes com câncer de esôfago, estômago e cólon. Em um estudo recente, 80% dos 100 participantes com uma mutação genética específica conseguiram remissão do câncer. A oncóloga Ana Fernández Montes considera essa abordagem um “mudança de paradigma”, pois evita tratamentos mais agressivos como cirurgia e quimioterapia. Um dos casos de sucesso é o de Maureen Sideris, uma aposentada de 71 anos, que teve câncer gastroesofágico e, após receber dostarlimab, um medicamento administrado a cada três semanas, teve seu tumor completamente eliminado. O dostarlimab, um anticorpo desenvolvido para ajudar o sistema imunológico a combater o câncer, já foi aprovado para outros tipos de câncer e é parte de um tratamento que pode ser mais econômico a longo prazo, apesar de seu alto custo inicial. Os resultados do estudo foram publicados na revista New England Journal of Medicine e mostram que a terapia imunológica pode ser uma alternativa eficaz e menos invasiva para muitos pacientes.
Uma nova abordagem no tratamento do câncer tem mostrado resultados promissores. A imunoterapia, que já havia eliminado tumores em pacientes com câncer de reto, agora apresenta eficácia em casos de câncer de esôfago, estômago e cólon. Um estudo recente revelou que 80% dos pacientes com uma mutação genética específica apresentaram remissão completa após o tratamento com dostarlimab.
O tratamento, que evita métodos mais agressivos como cirurgia e quimioterapia, foi destacado pela oncóloga Ana Fernández Montes como um “mudança de paradigma”. A terapia imunológica, chamada imunoterapia ablativa, utiliza o anticorpo dostarlimab, que atua bloqueando a proteína PD-1, permitindo que o sistema imunológico ataque as células tumorais.
Maureen Sideris, uma paciente de 71 anos, compartilhou sua experiência após receber dostarlimab. Diagnosticada com câncer gastroesofágico, ela relatou que o tumor desapareceu após seis meses de tratamento. “Me sinto como se tivesse ganhado na loteria”, afirmou, aliviada por evitar uma cirurgia arriscada.
Os pesquisadores do Centro Oncológico Memorial Sloan Kettering conduziram o estudo com cento e três pacientes, sendo que 84 deles apresentaram câncer aparentemente eliminado. O oncólogo Luis Alberto Díaz, que lidera a pesquisa, considera os resultados “incríveis” e destaca que a terapia pode ser mais econômica a longo prazo, evitando tratamentos caros.
O estudo foi publicado na revista *New England Journal of Medicine* e recebeu financiamento de várias instituições, incluindo a GlaxoSmithKline, responsável pela comercialização do dostarlimab. Os pesquisadores ressaltam que mais tempo é necessário para confirmar os benefícios a longo prazo, especialmente em pacientes com tumores não retal.
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