Foi publicado um estudo sobre o que costuma levar à vitória no Eurovision. Segundo especialistas, cerca de 163 milhões de pessoas assistiram ao concurso no ano anterior, o que demonstra a variedade de escolhas dos candidatos.
O pesquisador Joe Bennett, musicólogo da Berklee College of Music, analisou centenas de finalistas e identificou dois estilos dominantes. Um é o euro-banger, com batidas rápidas e produção com sintetizadores. O outro são as baladas lentas, com andamento próximo de 70 BPM.
Duas correntes de sucesso
Entre os exemplos citados estão vencedores como Euphoria, de Loreen (2012), e Heroes, de Måns Zelmerlöw (2015). Baladas como Amar Pelos Dois, de Salvador Sobral (2017), também aparecem como referências. Bennett afirma que músicas com temas de autoafirmação têm boa performance.
Conchita Wurst, em Rise Like a Phoenix (2014), é citada para ilustrar o efeito da autoafirmação na vitória. O pesquisador ressalta que as canções costumam se enquadrar em seis temas líricos: amor, união, autoafirmação, festa, história e fazer música.
O papel das tonalidades
A análise mostra que canções em tonalidade menor vêm ganhando espaço. Em 2023, 85% dos finalistas estavam em menor, segundo a Press Association. Nos últimos 20 anos, apenas duas vitórias ocorreram com tonalidade maior, em 2011 e 2017.
Especialistas destacam também a ideia de “sensibilidade de fontes”: a percepção do contexto influencia a interpretação de uma música. Um breve trecho de techno pode remeter a um clube noturno, por exemplo.
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