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Jovens enfrentam queda na felicidade e bem-estar, revela estudo global inédito

A felicidade dos jovens está em queda, com novos estudos revelando aumento da ansiedade e solidão. A curva da felicidade se achata.

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A felicidade das pessoas ao longo da vida costumava seguir um padrão em forma de U, com altos níveis na juventude, uma queda na meia-idade e um novo aumento na velhice. No entanto, estudos recentes mostram que os jovens adultos estão menos felizes e enfrentam mais problemas de saúde mental e social, especialmente nos Estados Unidos. Um estudo publicado na revista Nature Mental Health revelou que jovens entre 18 e 29 anos estão lidando com dificuldades em várias áreas, como felicidade, saúde física e mental, relacionamentos e segurança financeira. Os dados foram coletados de mais de 200 mil pessoas em mais de 20 países. A pesquisa indicou que, em média, os jovens não estão prosperando como antes, e essa situação é mais grave nos EUA. Além disso, um relatório de Harvard mostrou que a ansiedade e a depressão entre jovens adultos aumentaram, e a solidão se tornou comum. Especialistas afirmam que a conexão social é essencial para a felicidade, mas os jovens estão passando menos tempo com amigos. Eles também enfrentam desafios globais, como mudanças climáticas e problemas econômicos. O estudo continuará coletando dados até 2027 para entender melhor essa situação.

A curva da felicidade está se achatando, especialmente entre os jovens adultos nos Estados Unidos. Pesquisas anteriores indicavam que a felicidade seguia uma curva em forma de U ao longo da vida, com altos níveis na juventude, queda na meia-idade e aumento na velhice. No entanto, um novo estudo revela que jovens entre 18 e 29 anos enfrentam maiores dificuldades emocionais e sociais.

Os dados foram coletados em 2023 por meio de pesquisas com mais de duzentas mil pessoas em mais de vinte países. O estudo, parte do Estudo Global Flourishing, realizado por pesquisadores da Universidade Harvard e da Universidade Baylor, mostra que os jovens estão lidando com problemas de saúde mental, insatisfação com relacionamentos e insegurança financeira.

Tyler J. VanderWeele, principal autor do estudo, destaca que os índices de desenvolvimento dos jovens são relativamente baixos até os cinquenta anos. A situação é mais crítica nos Estados Unidos, onde a diferença entre a felicidade de jovens e adultos mais velhos é acentuada. VanderWeele questiona: “Estamos investindo o suficiente no bem-estar dos jovens?”

A pesquisa também revela que a juventude, tradicionalmente vista como uma fase despreocupada, está longe de ser uma realidade para muitos. Um relatório da Escola de Pós-Graduação em Educação de Harvard aponta que jovens adultos nos EUA relataram o dobro de taxas de ansiedade e depressão em comparação com a adolescência. Além disso, a participação em atividades sociais e comunitárias diminuiu, aumentando a solidão entre os jovens.

Laurie Santos, professora de psicologia na Universidade de Yale, enfatiza a importância da conexão social para a felicidade. Ela observa que os jovens estão passando menos tempo com amigos do que há uma década. A pesquisa também sugere que os jovens estão enfrentando um mundo repleto de desafios, como crises climáticas e polarização política.

O Estudo Global Flourishing continuará a coletar dados até 2027 para investigar as razões por trás dessa tendência. David G. Blanchflower, professor de economia no Dartmouth College, observa que a falta de interação social pode ser um fator significativo para a infelicidade dos jovens. Ele destaca que muitos não estão se envolvendo em atividades sociais, o que pode agravar a situação.

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