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Desmatamento na Amazônia supera previsões e chega a 277 mil km² em 24 anos

Desmatamento na Amazônia Legal atinge 277 mil km² entre 2001 e 2024, superando previsões de 180 mil km² e agravando a crise climática.

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Em 2000, a Folha de S.Paulo alertou sobre o risco de destruição das florestas na Amazônia devido à pavimentação de estradas do programa Avança Brasil, prevendo um desmatamento de até 180 mil km². Um estudo recente confirmou que, entre 2001 e 2024, a destruição florestal na Amazônia Legal alcançou 277 mil km², superando as previsões da época. Essa devastação contribui para o aquecimento global, já que a vegetação destruída libera CO2, um dos principais gases do efeito estufa. O ecólogo William Laurance, que já havia alertado sobre os impactos das estradas na Amazônia, voltou a destacar a gravidade da situação, lembrando que o Brasil enfrenta uma crise ambiental significativa, com a perda de florestas equivalente a três vezes a área de Portugal.

Em 2000, a Folha de S.Paulo alertou sobre a destruição das florestas na Amazônia devido à pavimentação de estradas do programa Avança Brasil. A reportagem previa que até 180 mil km² de florestas poderiam ser devastadas. O estudo, realizado por três ONGs, indicava que a recuperação e pavimentação de quatro estradas representavam uma grave ameaça ambiental.

Um novo estudo confirma que, entre 2001 e 2024, a destruição florestal na Amazônia Legal totalizou 277 mil km², superando as previsões alarmistas da época. Esse número representa uma área maior que a de Portugal e reflete a gravidade da crise ambiental enfrentada pelo Brasil. A pesquisa foi baseada em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o desmatamento por satélite.

O ecólogo William Laurance, que já havia alertado sobre os riscos das estradas na Amazônia, reafirma que “estradas são a porta de entrada para a destruição da Amazônia.” Ele destaca que a devastação florestal contribui significativamente para o aquecimento global, uma vez que a biomassa destruída se transforma em dióxido de carbono, um dos principais gases do efeito estufa.

Laurance, que vive no Brasil desde 1995, enfrentou críticas em 2000 após prever uma perda significativa da floresta amazônica. O Ministério da Ciência e Tecnologia chegou a contestar suas previsões, alegando que não tinham respaldo institucional. Atualmente, a situação se agrava, com a Amazônia perdendo uma área equivalente a três Portugal em florestas.

A situação se torna ainda mais crítica com a realização da COP30 na Amazônia, onde a destruição florestal é um tema central. O Brasil enfrenta um desafio urgente para reverter essa tendência e proteger um dos maiores ecossistemas do planeta.

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