Um mamífero aquático, possivelmente um elefante-marinho, foi visto na baía de Todos-os-Santos, em Salvador, gerando discussões sobre sua identificação. Especialistas acreditam que o animal pode ter migrado da Argentina ou da África do Sul. Ele é grande, podendo chegar a seis metros de comprimento e pesar mais de três toneladas. O animal, que apresenta sinais de estresse, foi avistado em várias localidades e pode ter dificuldades com o calor da Bahia, que estava em torno de 27 graus. Embora não seja comum ver esse tipo de animal no Brasil, já ocorreram aparições semelhantes. Moradores tentaram identificar o mamífero, com opiniões variadas sobre se era uma foca, um leão-marinho ou um elefante-marinho. O especialista Igor Cruz alerta que, longe de seu habitat natural e exposto ao calor, o animal pode se sentir ameaçado, por isso é importante evitar se aproximar dele.
Um mamífero aquático, possivelmente um elefante-marinho, foi avistado na baía de Todos-os-Santos, em Salvador, gerando discussões entre especialistas e moradores. O animal, que pode ter migrado da Argentina ou da África do Sul, apresenta sinais de estresse e pode ter dificuldades com o calor da Bahia.
O professor Francisco Kelmo, do departamento de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), acredita que o animal seja uma foca. No entanto, outros especialistas, como Igor Cruz, do departamento de oceanografia da UFBA, afirmam que se trata de um elefante-marinho, que pode atingir até seis metros de comprimento e pesar mais de três toneladas. O animal foi visto em várias localidades da baía, incluindo Candeias e Nazaré das Farinhas.
A presença de elefantes-marinhos no Brasil é rara, ocorrendo geralmente na região Sul durante os meses mais frios. O professor Igor Cruz explica que a origem mais provável do animal é a Argentina, onde existem colônias significativas. Contudo, ele também pode ter atravessado o Atlântico, já que esses mamíferos são frequentemente vistos na África do Sul.
O elefante-marinho foi flagrado na praia de Massaranduba durante uma frente fria que atingiu Salvador. Moradores se reuniram para observar o animal, que saiu do mar, andou pela areia e retornou à água. Com temperaturas máximas de 27 graus, o clima quente pode ser prejudicial para o animal, que está longe de seu habitat natural. Especialistas alertam que o estresse pode ser um problema, especialmente se o animal se sentir ameaçado.
Kelmo observou que o animal estava em meio ao lixo, o que pode indicar dificuldades em se alimentar adequadamente. A recomendação é que as pessoas mantenham distância para não causar mais estresse ao mamífero. Evitar a proximidade é essencial, pois, embora não represente riscos, o animal pode reagir de forma defensiva se se sentir acuado.
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