Gabrielle Brandão, aos 23 anos, descobriu que tinha câncer de mama durante exames de rotina. Para sua surpresa, também soube que estava grávida. Apesar do diagnóstico, ela decidiu continuar a gestação e fez 14 sessões de quimioterapia enquanto esperava sua filha, Aurora, que nasceu em junho. Após o parto, Gabrielle passou por cirurgia e começou a radioterapia, que ainda faz. Ela compartilha que o tratamento é difícil e afeta a vida de muitas maneiras, mas acredita que é possível ter uma vida normal após o câncer. Gabrielle deseja ser mãe novamente no futuro, mas enfrenta os desafios do tratamento e as mudanças que a doença trouxe para sua vida.
Gabrielle Brandão, diagnosticada com câncer de mama aos 23 anos durante exames de rotina, enfrentou a doença enquanto descobria sua gravidez. O diagnóstico ocorreu em outubro, quando ela realizava exames para a campanha “Outubro Rosa”.
Após a descoberta do nódulo, Gabrielle fez uma série de exames que confirmaram a gravidez de doze semanas. Apesar da recomendação médica para abortar, ela decidiu continuar a gestação. “Primeiro eu iria verificar como a Aurora estava”, afirmou. Durante a gravidez, Gabrielle passou por quatorze sessões de quimioterapia, sendo quatro do tipo vermelha e dez brancas.
A cesárea foi programada para quando ela completasse 34 semanas de gestação. Aurora nasceu em seis de junho e, apenas vinte e dois dias depois, Gabrielle realizou a cirurgia para retirada do quadrante da mama. Após o parto, ela continuou o tratamento contra o câncer, incluindo dezesseis sessões de radioterapia e hormonioterapia, que deve seguir pelos próximos sete anos.
Gabrielle relatou que a experiência foi desafiadora. “Toda a rotina mudou, tudo ficou diferente”, disse. Ela destacou a dificuldade emocional de lidar com o tratamento e a maternidade ao mesmo tempo. “O tratamento impacta totalmente as nossas vidas”, afirmou, ressaltando que o câncer não é uma questão exclusiva de idade.
Após finalizar o tratamento, Gabrielle expressou o desejo de ser mãe novamente. Ela enfatizou que, apesar das dificuldades, é possível ter uma vida após o câncer. “A gente consegue lidar com situações melhor do que antes”, concluiu.
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