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Iniciativa Deepclimate busca unir ciência e tecnologia para soluções climáticas no Brasil

Iniciativa Deepclimate busca conectar ciência e tecnologia para impulsionar soluções climáticas no Brasil e atrair investimentos internacionais.

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Pesquisadores brasileiros estão criando tecnologias para ajudar a combater as mudanças climáticas, mas têm dificuldades em transformar essas inovações em negócios, pois investidores costumam vê-los apenas como cientistas. Para enfrentar esse desafio, foi lançada a iniciativa Deepclimate, que busca unir ciência e tecnologia para desenvolver soluções climáticas no Brasil e atrair investimentos internacionais, especialmente com a COP30 se aproximando. No Brasil, 40% das startups de tecnologia profunda estão focadas em questões climáticas, mas muitas ainda precisam amadurecer para serem aceitas no mercado. A Fapesp é a principal fonte de financiamento para essas iniciativas, e a Deepclimate pretende lançar uma chamada pública para captar recursos antes da conferência. Além disso, é importante que o mercado financeiro compreenda o valor dessas tecnologias, mesmo que envolvam riscos. A iniciativa buscará soluções em áreas como uso da terra, descarbonização da indústria, água e desastres climáticos.

Pesquisadores brasileiros enfrentam dificuldades para transformar inovações científicas em negócios, devido à desconfiança de investidores que os veem como cientistas e não empreendedores. Para abordar essa questão, foi lançada a iniciativa Deepclimate em São Paulo, no dia seis de maio. O projeto visa integrar ciência e tecnologia no ecossistema de impacto, desenvolvendo soluções climáticas e atraindo capital internacional, especialmente com a COP30 se aproximando.

A aceleradora de impacto Quintessa e o Cietec (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia) estão à frente da iniciativa. As deep techs climáticas representam quarenta por cento do total brasileiro, com oitocentas e setenta e cinco startups, das quais quatrocentas e setenta e sete atuam em áreas relacionadas. Dentre elas, trezentas e trinta e três estão em fase de validação de negócios. Anna de Souza Aranha, cofundadora da Quintessa, afirma que as soluções atuais não são suficientes para a crise climática e precisam de maturidade para serem adotadas pelo mercado.

Os pesquisadores frequentemente conseguem recursos não reembolsáveis no início, mas enfrentam um “vale da morte” até que seus projetos se tornem viáveis. Um relatório da Emerge indica que setenta por cento das deep techs receberam financiamento público, com destaque para a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) como principal financiadora. A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o Sebrae também se destacam, com um investimento conjunto de R$ 44 milhões em 2024.

A COP30 representa uma oportunidade estratégica para o Brasil se posicionar como fornecedor de inovações climáticas. A iniciativa Deepclimate planeja lançar uma chamada pública em agosto, visando captar recursos antes da conferência global. Nariane Bernardo, COO da Inspectral, destaca que a participação em programas de inovação aberta foi crucial para conectar sua startup ao mercado e garantir financiamento.

Além de levar a visão de negócios para os laboratórios, é necessário ajudar o mercado financeiro a entender a importância das deep techs. Carlos Lopes, diretor da Fundepar, ressalta que é preciso ter paciência em relação ao retorno financeiro, considerando o custo de não investir em soluções para a mudança climática. O Deepclimate buscará inovações em quatro áreas: uso da terra, descarbonização da indústria, água e desastres climáticos.

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