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Efeito sanfona: fatores biológicos dificultam manutenção do peso após emagrecimento

Efeito sanfona: paciente perde quase 6 quilos em 60 dias, revelando os desafios biológicos da obesidade e a luta pela manutenção do peso.

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O efeito sanfona é comum em pessoas com obesidade e não depende apenas da força de vontade. Uma reportagem do Fantástico acompanhou Tatiana, que luta contra esse ciclo desde a infância. Ela perdeu quase 6 quilos em 60 dias com ajuda médica e mudanças na alimentação. O endocrinologista Bruno Halpern explicou que o corpo tem mecanismos que dificultam a manutenção do peso após emagrecimento, como a produção reduzida de leptina, que ajuda a controlar a saciedade. Um estudo da Suíça mostrou que as células de gordura “lembram” da obesidade, mantendo a tendência de voltar ao tamanho anterior. Tatiana, de 46 anos e com índice de massa corporal acima de 30, começou a tratar a obesidade após um princípio de infarto. Ela buscou ajuda de um nutrólogo e, com acompanhamento, reorganizou sua alimentação e começou a se movimentar mais.

O efeito sanfona é um fenômeno comum entre pessoas com obesidade, influenciado por fatores como comportamento, genética e ambiente. Neste domingo (11), o programa Fantástico acompanhou a rotina de Tatiana, que luta contra esse ciclo desde a infância. A reportagem destacou a dificuldade de manter o peso após emagrecimento, evidenciando a influência biológica nesse processo.

Tatiana, de 46 anos, apresenta índice de massa corporal acima de 30, caracterizando a obesidade. Após ter um princípio de infarto, ela iniciou tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, posteriormente, buscou ajuda de um nutrólogo particular. Com acompanhamento médico, reorganização alimentar e uso de medicamentos, como as chamadas “canetinhas” emagrecedoras, Tatiana perdeu quase seis quilos em 60 dias.

O endocrinologista Bruno Halpern, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), explica que o corpo humano possui mecanismos que dificultam a manutenção do peso após emagrecimento. Após a perda de peso, o tecido adiposo produz menos leptina, hormônio responsável por sinalizar saciedade ao cérebro. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Zurique, na Suíça, revelou que as células de gordura “lembram” da obesidade anterior, mantendo a predisposição genética para retornar ao tamanho anterior.

Tatiana também mudou seus hábitos, passando a planejar as refeições e a se movimentar mais. O nutrólogo de Tatiana, Dr. Alfio, compartilha sua experiência com os pacientes, ressaltando que a obesidade é influenciada por três fatores principais: comportamento, genética e ambiente. A reportagem do Fantástico traz à tona a complexidade do emagrecimento e a necessidade de um suporte adequado para quem enfrenta essa batalha.

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