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Cientistas criam modelo avançado de saco amniótico para estudar desenvolvimento embrionário

Pesquisadores desenvolveram modelos de sacos amnióticos a partir de células-tronco, permitindo avanços no estudo do desenvolvimento embrionário.

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Pesquisadores conseguiram criar modelos de sacos amnióticos a partir de células-tronco. Esses modelos se desenvolveram em estruturas que se assemelham a sacos amnióticos de quatro semanas, que são importantes para proteger e apoiar o crescimento do embrião. O amnion, uma membrana fina e transparente, forma um saco cheio de líquido que ajuda no desenvolvimento do embrião, mas estudar esses tecidos em estágios iniciais de gravidez é difícil. A nova pesquisa, publicada na revista Cell, apresenta o modelo mais avançado até agora. Para criar esses sacos, os cientistas usaram moléculas de sinalização em células-tronco, que se organizaram e formaram sacos cheios de líquido em três meses. Esses sacos imitam a estrutura de um saco amniótico real, com uma membrana de duas camadas e um líquido dentro. Além disso, uma estrutura semelhante a um saco vitelino, que nutre o embrião, também foi observada, mas desapareceu após duas semanas.

Pesquisadores do Francis Crick Institute, em Londres, desenvolveram modelos avançados de sacos amnióticos a partir de células-tronco. Esses sacos, que se assemelham a um amnion de quatro semanas, podem revolucionar o estudo do desenvolvimento embrionário. O estudo foi publicado na revista *Cell*.

O amnion é uma membrana que forma um saco preenchido com líquido, essencial para proteger e sustentar o embrião em desenvolvimento. No entanto, o acesso a tecidos em estágios iniciais de gravidez é limitado, dificultando pesquisas nessa área. Os novos modelos de sacos amnióticos oferecem uma alternativa viável para investigar esses processos.

Para criar os modelos, os cientistas utilizaram células-tronco embrionárias, estimulando-as com diferentes moléculas sinalizadoras. Após um dia de tratamento com uma molécula e outro dia com outra, as células foram colocadas em meio de cultura. Em três meses, formaram sacos com cerca de dois centímetros de diâmetro, imitando a estrutura de um saco amniótico de quatro semanas.

Janet Rossant, bióloga do Hospital for Sick Children, destacou que a principal vantagem do modelo é seu tamanho e reprodutibilidade. Os pesquisadores observaram que os sacos continham uma membrana de duas camadas e estavam preenchidos com líquido. Além disso, uma estrutura semelhante a um saco vitelino, que nutre o embrião, também foi identificada, mas desapareceu após duas semanas.

Esses avanços podem facilitar a compreensão do desenvolvimento embrionário e abrir novas possibilidades para pesquisas na área da biologia do desenvolvimento.

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