Sonia Livingstone, uma pesquisadora importante sobre mídia e jovens, participou de um seminário sobre um futuro digital inclusivo. Ela afirmou que o maior desafio da geração atual é ser ouvida, especialmente em um mundo dominado por grandes empresas de tecnologia. Livingstone destacou a importância de escutar crianças e adolescentes sobre o uso de tecnologias digitais. Durante o evento, ela falou sobre como é essencial equilibrar os riscos e as oportunidades que essas tecnologias oferecem. Ela também mencionou que, ao ouvir jovens sobre a proibição de celulares nas escolas, muitos preferem não ter uma proibição total, mas sim regras que permitam o uso do celular em momentos apropriados. Essa visão foi compartilhada por jovens que ela ouviu no Reino Unido, que acreditam que os celulares podem ser ferramentas de aprendizado. A especialista ressaltou que as crianças têm muito a ensinar aos adultos sobre como lidar com a tecnologia.
Sonia Livingstone, pesquisadora de renome na área de mídia e comunicação, destacou durante o Seminário Internacional sobre um futuro digital inclusivo, que o maior desafio da geração atual é ser ouvida. O evento, promovido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, ocorreu em celebração aos 20 anos da instituição.
Livingstone enfatizou a importância da escuta ativa de crianças e adolescentes sobre o uso de tecnologias digitais. Ela comparou a situação atual à história de Davi e Golias, afirmando que as crianças enfrentam grandes empresas de tecnologia, tornando difícil encontrar formas de convivência e expressão.
No painel “Educação e bem-estar de crianças e adolescentes no ambiente digital”, a especialista abordou como garantir a promoção e proteção dos direitos dos jovens no uso das tecnologias. Ela defendeu um equilíbrio entre riscos e oportunidades, ressaltando que as crianças têm muito a ensinar aos adultos sobre o uso responsável de dispositivos.
A pesquisadora também compartilhou suas observações sobre a consulta a crianças no Brasil para a formulação de novos currículos escolares. “Fiquei extremamente impressionada com a disposição política para considerar a inclusão”, afirmou. Livingstone relatou que, em discussões sobre a proibição de celulares nas escolas, os jovens preferem restrições negociadas, em vez de uma proibição total.
Ela concluiu que proibir o uso de celulares pode resultar na perda de oportunidades de aprendizado, pois os jovens reconhecem o potencial das tecnologias como ferramentas educacionais. A pesquisa de Livingstone continua a contribuir para a compreensão do impacto das tecnologias digitais na vida de crianças e adolescentes.
Entre na conversa da comunidade