Nos últimos anos, a prática de asfixiofilia, que envolve restringir a passagem de ar durante o sexo, se tornou mais popular, especialmente após a divulgação de obras como “50 Tons de Cinza”. Um estudo recente de 2023 revelou que entre 56% e 64% das mulheres de 18 a 30 anos relataram ter sido enforcadas durante o sexo, com riscos à saúde como falta de oxigênio e lesões. Especialistas explicam que a curiosidade e o acesso à pornografia contribuem para esse aumento. Embora a prática possa ser excitante para alguns, é essencial que haja consentimento e comunicação entre os parceiros. Os riscos incluem desmaios, lesões neurológicas e até morte. É importante ter cuidado com a força aplicada e a posição das mãos. Algumas posições comuns são a missionária e sentados, mas a segurança deve ser sempre priorizada. Os especialistas alertam que a educação sexual e o diálogo são fundamentais, pois nem todos se sentem confortáveis com essa prática.
A prática de asfixiofilia, que envolve restringir a passagem de ar durante o sexo, tem ganhado destaque nos últimos anos, especialmente entre mulheres jovens. Um estudo de 2023 revelou que entre 56% e 64% das mulheres entre 18 e 30 anos relataram ter sido enforcadas durante o ato sexual, com ou sem consentimento. A pesquisa, conduzida pela professora Debby Herbenick da Universidade de Indiana, entrevistou quatro mil pessoas e destacou a prevalência da prática entre minorias étnicas e a comunidade LGBTQIAPN+.
O aumento do interesse pela asfixiofilia está ligado à maior abertura para discutir sexualidade e ao acesso irrestrito à pornografia. Claudia Petry, terapeuta e educadora sexual, aponta que a curiosidade e o desejo por experiências intensas são fatores que impulsionam essa busca. A prática, que faz parte do BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo), requer consentimento mútuo e cuidados específicos.
Riscos e Precauções
As especialistas alertam para os riscos associados à asfixiofilia, como a hipóxia, que pode causar desmaios e lesões neurológicas permanentes. Claudia Petry enfatiza que a força aplicada deve ser controlada e que nunca se deve pressionar diretamente a traqueia. Além disso, a prática sob efeito de álcool ou drogas é extremamente perigosa.
Caroline Busarello Brüning, psicóloga especialista em sexualidade, destaca que muitos jovens não têm supervisão ao acessar conteúdos pornográficos, o que pode levar a comportamentos de risco. Ela alerta que a falta de informação sobre os perigos pode resultar em consequências graves, como fraturas na laringe e até morte.
Comunicação e Consentimento
O diálogo aberto entre parceiros é fundamental para a prática segura da asfixiofilia. Ambas as especialistas concordam que compartilhar informações e discutir limites é essencial. Claudia ressalta que a insistência em práticas que não são confortáveis para um dos parceiros pode causar traumas e quebra de confiança.
A educação sexual e o respeito mútuo são chaves para garantir que todos se sintam seguros e confortáveis durante a relação. Caroline reforça que é importante que as mulheres se sintam à vontade para dizer “não” e priorizem seu bem-estar.
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