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Ehang se destaca como pioneira em eVTOLs com certificação para transporte de passageiros na China

Ehang, única certificada na China, planeja voos turísticos até junho de 2025, enquanto Lilium encerra operações após uma década.

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A indústria de carros voadores, chamada eVTOL, está passando por dificuldades. A Lilium, uma fabricante alemã, encerrou suas atividades após mais de dez anos, mesmo após uma tentativa de recuperação com a venda de ativos. Enquanto isso, a Ehang, a única empresa na China com autorização para transportar passageiros, planeja iniciar voos turísticos até junho de 2025. A Eve, da Embraer, também está avançando e espera realizar seu primeiro voo ainda este ano, buscando certificação internacional. A Ehang já vendeu seu modelo 216-S por cerca de 330 mil dólares na China e tem previsão de crescimento significativo, com estimativas de entrega de 442 unidades em 2025. A indústria enfrenta desafios financeiros, e muitos fabricantes lutam para obter recursos para a certificação de suas aeronaves. A Eve, com 2.900 encomendas, está se preparando para testes e espera obter certificação da Anac e da FAA. A Ehang lidera o ranking de empresas que podem alcançar produção em larga escala, enquanto outras, como a Airbus e a Volocopter, estão reavaliando seus projetos.

A indústria de eVTOLs (carros voadores) enfrenta um cenário desafiador, com empresas como a Lilium encerrando operações e a Airbus suspendendo investimentos. Em contraste, a Ehang, única empresa certificada na China para transporte de passageiros, planeja iniciar voos turísticos até junho de 2025.

A Ehang recebeu a certificação da Administração da Aviação Civil da China em março e pretende operar voos para turistas em rotas designadas. O modelo eVTOL 216-S, que transporta dois passageiros, é vendido por cerca de R$ 330 mil na China e R$ 410 mil no exterior. Analistas do Bank of America preveem que a Ehang manterá 100% de participação de mercado na China entre 2025 e 2027, devido às barreiras regulatórias.

A empresa também se destaca em um relatório da SMG Consulting, que a coloca como a mais provável a alcançar a marca de mil unidades por ano. Em comparação, a Joby Aviation, com ações em queda, e a Archer Aviation, que anunciou ser fornecedora oficial de táxis aéreos para os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, ocupam posições inferiores no ranking.

Desafios e Oportunidades

Enquanto a Ehang se beneficia de políticas de apoio e uma demanda crescente no turismo, outras empresas enfrentam dificuldades. A Lilium, após uma década de operação, anunciou o encerramento de suas atividades, refletindo a frustração no setor. A Azul, que havia firmado parceria com a Lilium, continua a monitorar o desenvolvimento de eVTOLs globalmente.

A Airbus também colocou em espera seu projeto CityAirbus NextGen, enquanto a Volocopter se reestruturou ao se integrar ao Diamond Aircraft Group. O CEO da Flapper, Paul Malicki, destacou que a busca por financiamento para certificação é um desafio, já que muitos fabricantes dependem de capital de risco.

Perspectivas Futuras

A Eve, controlada pela Embraer, prevê seu primeiro voo ainda em 2025 e está em busca de certificação internacional. Com 2.900 encomendas, a Eve se posiciona como líder em pedidos no setor. A empresa planeja construir cinco protótipos para a campanha de certificação e já realiza testes em solo.

A Ehang, por sua vez, projeta um crescimento significativo, com estimativas de entrega de 442 unidades em 2025 e 813 em 2026, resultando em um crescimento de receita de 103% e 82% respectivamente. O futuro do mercado de eVTOLs parece promissor, mas a segurança e a reputação das empresas serão cruciais para a aceitação dessa nova forma de mobilidade.

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