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Avião pode voar com combustível feito do ar, mas custo ainda é alto

Combustíveis sustentáveis para aviação, como os e-fuels, prometem reduzir emissões, mas enfrentam altos custos e desafios de escalabilidade.

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Pesquisadores estão desenvolvendo combustíveis sustentáveis para aviões, como os e-fuels, que usam CO₂ do ar e hidrogênio renovável. Esses combustíveis podem tornar a aviação quase sem emissões, mas ainda são muito caros. Existem dois tipos principais de combustíveis sustentáveis: os bio-baseados, feitos de materiais orgânicos, e os e-fuels, que são mais caros devido ao custo de captura de carbono e eletrólise. Apesar do alto custo, os e-fuels têm potencial para serem neutros em carbono e não competem com a produção de alimentos. A expectativa é que os primeiros voos comerciais com e-fuels aconteçam até 2030, com mais de 30 projetos em andamento na Europa. Atualmente, o preço médio dos e-fuels é de cerca de 7.695 euros por tonelada, enquanto os bio-baseados custam cerca de 2.085 euros. A produção de e-fuels é complexa e exige muita energia renovável, mas eles podem reduzir as emissões em até 90% em comparação com combustíveis fósseis. Empresas como a Twelve estão liderando o desenvolvimento de e-fuels, com planos de produção em larga escala. No entanto, a transição para esses combustíveis enfrenta desafios, como altos custos iniciais e a necessidade de apoio regulatório. Apesar disso, especialistas acreditam que, com investimento e inovação, a ideia de voar com combustível feito do ar pode se tornar realidade.

O desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel), avança com novas tecnologias de e-fuels. Esses combustíveis, que utilizam CO₂ do ar e hidrogênio renovável, têm potencial para voos comerciais até 2030, apesar dos altos custos e desafios de escalabilidade.

Os e-fuels são considerados a alternativa mais promissora para a descarbonização do setor aéreo. Camille Mutrelle, oficial de política de aviação da organização Transport & Environment, afirma que, ao contrário do SAF bio-baseado, os e-fuels podem ser escalados sem competir com a produção de alimentos. Atualmente, o custo médio dos e-fuels é de 7.695 euros (cerca de R$ 42 mil) por tonelada, enquanto o SAF bio-baseado custa 2.085 euros (aproximadamente R$ 11 mil). Em comparação, o combustível de aviação convencional custa cerca de 734 euros (aproximadamente R$ 4 mil) por tonelada.

Tecnologia em Desenvolvimento

A produção de e-fuels envolve a captura de CO₂ da atmosfera e a eletrólise da água para extrair hidrogênio. Essa abordagem evita os problemas ambientais associados aos biocombustíveis tradicionais. A startup Twelve, da Califórnia, está desenvolvendo um método de eletrólise a baixa temperatura, que promete ser mais eficiente. A empresa planeja abrir sua primeira planta de produção, chamada AirPlant One, em 2025, com capacidade para produzir 50 mil galões de SAF anualmente.

A United Airlines é uma das companhias que apoiam essa iniciativa, com um contrato para fornecer 260 milhões de galões de SAF ao longo de 14 anos. Embora ainda não tenha realizado voos comerciais com e-fuels, a empresa espera iniciar essa operação em breve.

Desafios e Expectativas

Apesar do potencial, a transição para combustíveis sustentáveis enfrenta barreiras significativas. A professora de gestão da aviação Marina Efthymiou destaca que os altos custos iniciais e a falta de políticas de incentivo dificultam a adoção em larga escala. A maioria das companhias aéreas ainda utiliza SAF bio-baseado, que é mais acessível.

Recentemente, a Virgin Atlantic realizou o primeiro voo transatlântico totalmente movido por combustíveis sustentáveis, demonstrando que a aviação limpa é viável, embora opções como os e-fuels ainda sejam caras e difíceis de escalar. A expectativa é que, com investimentos e apoio regulatório, a aviação movida a combustíveis feitos do ar se torne uma realidade mais próxima.

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