A escritora indiana Banu Mushtaq ganhou o Prêmio Internacional Booker 2025 por sua coletânea de contos “Heart Lamp”, que é a primeira obra em canarês a receber esse prêmio. A coletânea, traduzida para o inglês por Deepa Bhasthi, apresenta 12 histórias que mostram a vida de mulheres muçulmanas na Índia, abordando temas como abusos e indiferença social. O júri, liderado pelo autor britânico Max Porter, elogiou a obra por desafiar estereótipos sobre o mundo muçulmano e por sua crítica social. Mushtaq, que tem 77 anos e é também advogada e ativista, afirmou que suas histórias são inspiradas em mulheres reais e refletem suas experiências. O prêmio de 50 mil libras será dividido entre Mushtaq e Bhasthi. “Heart Lamp” superou outros livros que eram favoritos na competição, destacando-se por sua abordagem única e culturalmente rica.
A escritora indiana Banu Mushtaq conquistou o Prêmio Internacional Booker 2025 por sua coletânea de contos “Heart Lamp”, traduzida do canarês para o inglês por Deepa Bhasthi. O anúncio ocorreu em uma cerimônia na Tate Modern, em Londres, no dia 20 de maio de 2025. Esta é a primeira vez que um livro de contos recebe o prêmio desde sua reformulação em 2016.
A obra de Mushtaq, escrita em uma linguagem direta e rica em expressões culturais, aborda a vida cotidiana de mulheres muçulmanas na Índia, que enfrentam abusos e negligência. O júri, presidido pelo autor britânico Max Porter, destacou que “Heart Lamp” desafia estereótipos ocidentais sobre o mundo muçulmano, combinando crítica social com elementos de sátira e coragem. A tradução foi elogiada por preservar o tom cultural original.
Mushtaq, de 77 anos, é advogada, jornalista e ativista. Ao receber o prêmio, afirmou que suas histórias são inspiradas em mulheres reais e que seu processo criativo é guiado pela emoção. “Meu coração é meu campo de estudo”, declarou. O prêmio de 50 mil libras (cerca de R$ 340 mil) será dividido entre a autora e a tradutora.
A coletânea superou finalistas renomados, como “Sobre o Cálculo do Volume”, da dinamarquesa Solvej Balle, e “As Perfeições”, do italiano Vincenzo Latronico. Mushtaq é a sexta autora feminina a receber o prêmio desde 2016, enquanto Bhasthi se torna a primeira tradutora indiana a ser premiada na nova forma do prêmio.
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