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Geleira Perito Moreno recua de forma irreversível e surpreende visitantes em 2024

Geleira Perito Moreno, símbolo da Patagônia, enfrenta derretimento irreversível, com recuo de quase 2 mil metros desde 2018.

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O glaciar Perito Moreno, na Argentina, está passando por um derretimento acelerado e irreversível desde 2018. Antes considerado estável, ele recuou quase 2.000 metros em sete anos e está perdendo altura rapidamente. Cientistas, como o engenheiro Pedro Skvarca, afirmam que o aumento das temperaturas e a maior fusão de gelo estão acelerando esse processo. O geólogo Lucas Ruiz explica que a quantidade de gelo que o glaciar acumula anualmente é agora menor do que a que perde. O Perito Moreno, que avança em direção ao Lago Argentino, costumava fechar um dos braços do lago, mas esse fenômeno está se tornando raro. O último fechamento significativo ocorreu em 2018, e as chances de que isso aconteça novamente estão diminuindo. O aquecimento global é a principal causa dessa mudança, afetando também outros glaciares na Argentina. A situação do Perito Moreno é visível para os visitantes, que podem notar que estão vendo o glaciar de uma distância cada vez maior.

O glaciar Perito Moreno, na Patagônia argentina, enfrenta um processo de derretimento irreversível desde 2018, após décadas de estabilidade. Em 2024, cerca de 700 mil visitantes puderam observar o recuo de suas bordas, que já se afastaram quase 2.000 metros. Cientistas alertam que a situação é alarmante, com colapsos de blocos de gelo se tornando mais frequentes.

O engenheiro geofísico Pedro Skvarca, que monitora o glaciar há mais de três décadas, destacou que o aquecimento global é o principal responsável pela perda de massa. “O clima está mais quente, há mais fusão e mais água na base. Como resultado, o glaciar acelera e se torna mais fino”, afirmou. O geólogo Lucas Ruiz também confirmou que o Perito Moreno rompeu o equilíbrio que manteve por mais de um século, agora acumulando menos gelo do que perde.

A dinâmica do glaciar é influenciada pela relação entre a espessura do gelo e a profundidade do Lago Argentino. Ruiz explicou que, uma vez iniciado o processo de recuo, não há como detê-lo. “Isso não quer dizer que vá continuar recuando para sempre, mas que o equilíbrio que manteve por mais de um século já foi perdido”, disse.

Desde 2018, o glaciar passou por mudanças significativas. O último fechamento importante ocorreu quando o nível da água do Brazo Rico subiu nove metros. Em 2022, houve um fechamento menor, mas a probabilidade de novos fechamentos está diminuindo. O aumento da temperatura e a erosão contínua são fatores que contribuem para essa situação crítica.

A retirada do Perito Moreno é visível a olho nu, mas seu tamanho ainda impressiona os turistas. Se a tendência continuar, os visitantes poderão vê-lo de uma distância cada vez maior.

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