A Colossal Biosciences, uma empresa que trabalha com genética, anunciou o nascimento de três filhotes que, segundo eles, teriam características do lobo-terrível, uma espécie extinta. No entanto, a cientista-chefe Beth Shapiro esclareceu que esses filhotes são, na verdade, lobos-cinzentos com cerca de 20 modificações genéticas, e não uma verdadeira desextinção. Ela afirmou que a empresa nunca disse ter trazido os lobos-terríveis de volta à vida. A Colossal usou fragmentos de DNA de fósseis para fazer as modificações, mas o DNA original não foi inserido nos filhotes. Apesar das explicações, a empresa foi criticada por sua comunicação, que usou termos como “desextinção” e “renascimento”. Shapiro também defendeu que seu trabalho não deve ser visto como uma justificativa para negligenciar a conservação de espécies ameaçadas. A Colossal, fundada em 2021, busca restaurar animais extintos, mas enfrenta debates sobre as implicações éticas e científicas de suas ações.
A Colossal Biosciences, empresa fundada em 2021, anunciou em abril o nascimento de três filhotes geneticamente modificados, alegando ter realizado a “primeira desextinção bem-sucedida” do lobo-terrível. No entanto, a cientista-chefe Beth Shapiro esclareceu que os filhotes são, na verdade, lobos-cinzentos com cerca de 20 edições genéticas, e não uma verdadeira desextinção.
Shapiro afirmou que a empresa nunca alegou ter trazido de volta à vida os lobos-terríveis, extintos há mais de 12 mil anos. Em entrevista ao New Scientist, ela destacou que “não é possível recriar algo idêntico a uma espécie extinta”. Os filhotes foram criados com base em fragmentos genéticos recuperados de fósseis encontrados em La Brea, Los Angeles, mas o DNA original não foi inserido nos animais.
A comunicação da Colossal gerou críticas por sua ambiguidade. Especialistas apontaram que o uso de termos como “desextinção” e “renascimento” em materiais publicitários pode ter levado a interpretações errôneas sobre o projeto. Shapiro defendeu a escolha do nome popular para os filhotes, mas reconheceu que isso irritou algumas pessoas.
Além disso, a cientista-chefe respondeu às preocupações de que o projeto poderia desviar a atenção da conservação de espécies ameaçadas. “É uma interpretação perigosa e errada”, afirmou, enfatizando que a Colossal busca avanços na biotecnologia sem minimizar a importância da proteção ambiental.
A Colossal Biosciences, com sede no Texas, já recebeu investimentos de US$ 435 milhões e conta com um conselho que inclui figuras como George R. R. Martin e Chris Hemsworth. A empresa continua a enfrentar debates éticos e científicos sobre as implicações da edição genética em larga escala.
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