Molly Canty, uma estudante de 21 anos, já passou por experiências traumáticas com tiroteios em escolas desde a infância, incluindo os massacres de Sandy Hook e Parkland. Recentemente, ela sobreviveu a um tiroteio na Florida State University, o que trouxe de volta seus medos e traumas. Durante o ataque, ela se escondeu em um estúdio de podcast, ouvindo tiros e sentindo pânico. Canty teve sua primeira crise de ansiedade aos 8 anos, após o tiroteio em Sandy Hook, e desde então, sua vida foi marcada por medo e insegurança em relação à violência armada. Após o ataque na universidade, ela enfrentou pesadelos e dificuldades emocionais, sentindo raiva e tristeza. Especialistas alertam que a repetição desses traumas pode levar a problemas de saúde mental em jovens, como ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático. Canty já tinha um psiquiatra, mas buscou ajuda imediata após o tiroteio. Ela e seus amigos tentaram voltar a um lugar que costumavam frequentar, mas a experiência foi dolorosa, lembrando-a do ataque. Canty ainda não se sente pronta para voltar ao estúdio onde se escondeu, pois a lembrança do medo é muito forte.
Molly Canty, estudante da Florida State University, sobreviveu a um tiroteio em abril, revivendo traumas de sua infância. Desde os oito anos, ela já havia enfrentado o impacto de massacres, como o de Sandy Hook e o ataque em Parkland. Durante o incidente recente, Canty estava em uma aula ao ar livre quando os tiros começaram a ser disparados a apenas 100 metros de distância.
“Todo mundo começou a correr”, relatou Canty, descrevendo a cena de pânico e confusão. Ela se lembrou de ver colegas e professores em desespero, enquanto ouvia entre 15 e 20 disparos seguidos de sirenes. Após se refugiar em um estúdio de podcast, Canty ficou sem ar e sentiu a pressão emocional do momento.
A experiência de Canty não é isolada; a violência armada se tornou a principal causa de morte entre jovens nos Estados Unidos desde 2020. A estudante já havia enfrentado crises de ansiedade e pesadelos após o massacre de Sandy Hook, o que a deixou mais sensível ao perigo em ambientes escolares.
“Eu nunca fui ansiosa para ir à escola até ouvirmos sobre Sandy Hook,” disse Canty, que começou a ter ataques de pânico frequentes após o evento. Sua mãe, Anne-Marie Canty, recorda das noites em que a filha acordava gritando, atormentada por pesadelos.
Após o tiroteio na Florida State University, Canty buscou ajuda profissional para lidar com os novos traumas. “A raiva que senti em relação ao atirador é indescritível,” afirmou. Ela também enfrentou dificuldades em retomar sua rotina, incluindo um episódio em um show onde teve que sair para se acalmar, temendo não ouvir os tiros devido ao barulho.
A violência armada está moldando uma geração de jovens que enfrentam ansiedade e transtornos de estresse pós-traumático. Especialistas alertam que, sem apoio, esses jovens podem evitar a escola, prejudicando seu desenvolvimento. Canty, que já tinha um psiquiatra, agora faz acompanhamento intensivo para enfrentar os desafios emocionais que surgiram após o ataque.
Entre na conversa da comunidade