Cogumelos como o Psilocybe são conhecidos por seus efeitos psicoativos, enquanto o juba de leão, ou Hericium erinaceus, é famoso por supostos benefícios à saúde mental e cognitiva. Estudos recentes sugerem que o juba de leão pode melhorar a função cerebral e aumentar o BDNF, uma proteína que protege os neurônios, mas as evidências em humanos ainda são limitadas. Especialistas afirmam que, embora o cogumelo possa ajudar na memória e concentração, faltam pesquisas robustas que comprovem sua eficácia. O psiquiatra Alexandre Valverde explica que o juba de leão não age como remédios psiquiátricos, mas fortalece as conexões entre os neurônios. A pesquisadora Elisa Esposito destaca que o cogumelo contém compostos que estimulam o crescimento neuronal e pode ser útil em doenças como Alzheimer, mas alerta para a necessidade de mais estudos com um número maior de participantes. Além disso, a falta de laboratórios certificados no Brasil para analisar os compostos do cogumelo é uma limitação. Apesar de alguns resultados promissores, a bióloga Daniela Monteiro e a psicoterapeuta Jéssyka Sarcinelli ressaltam que a narrativa sobre o juba de leão pode ser exagerada, já que ele não tem efeitos psicoativos e não deve ser visto como uma solução mágica.
Cogumelo Juba de Leão Pode Melhorar Função Cerebral, Mas Evidências em Humanos São Limitadas
Estudos recentes sugerem que o juba de leão (Hericium erinaceus) pode ter efeitos positivos na função cerebral, aumentando os níveis de BDNF (fator neurotrófico derivado do cérebro). No entanto, as evidências em humanos ainda são escassas, levando pesquisadores a pedirem mais investigações clínicas.
Cogumelos do gênero Psilocybe são conhecidos por seus efeitos psicoativos, enquanto o juba de leão é promovido nas redes sociais por seus supostos benefícios à memória e ao alívio de sintomas de depressão e ansiedade. Especialistas afirmam que, apesar do potencial, faltam estudos robustos que comprovem sua eficácia.
O psiquiatra Alexandre Valverde explica que o juba de leão atua de forma diferente dos medicamentos psiquiátricos, fortalecendo a estrutura dos neurônios. “Ele não altera neurotransmissores, mas constrói conexões entre as células do cérebro”, afirma. O cogumelo pode ser encontrado desidratado, em extrato ou cultivado em casa.
Pesquisas e Limitações
Um estudo de dois mil e vinte e três, publicado no periódico Nutrients, indicou que o juba de leão melhora a função cerebral gradualmente. A pesquisadora Elisa Esposito, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destaca que o cogumelo contém compostos bioativos que estimulam o crescimento neuronal e possuem propriedades neuroprotetoras.
Embora os resultados sejam promissores, Esposito alerta para as limitações dos estudos, que geralmente envolvem um número pequeno de participantes. “É necessário realizar mais pesquisas com amostras maiores”, ressalta. Uma revisão da Alzheimer’s Drug Discovery Foundation também aponta a necessidade de mais estudos clínicos em humanos.
A falta de laboratórios certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para analisar a concentração dos compostos bioativos é outra limitação. A bióloga Daniela Monteiro e a psicoterapeuta Jéssyka Sarcinelli, da Associação Psicodélica do Brasil, afirmam que a narrativa sobre o potencial do cogumelo no tratamento do Alzheimer é exagerada.
Considerações Finais
Os efeitos do juba de leão podem variar entre os indivíduos. Valverde observa que algumas pessoas notam clareza mental rapidamente, enquanto outras não percebem mudanças significativas. “Não é uma solução mágica, mas quem se adapta ao uso costuma notar uma melhora”, conclui.
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