Métricas digitais como visualizações e impressões têm sido vistas como sinais de sucesso, mas estudos recentes mostram que muitos números não refletem a realidade. Por exemplo, um terço das impressões de anúncios é invisível, e muitos influenciadores com milhões de seguidores têm baixo reconhecimento entre o público. Pesquisas indicam que apenas uma fração das pessoas conhece influenciadores populares, como Charli D’Amelio e Khaby Lame. Além disso, campanhas publicitárias podem gerar muitas impressões, mas não necessariamente aumentam a lembrança da marca. Muitas vezes, números altos impressionam, mas não mostram o impacto real. É importante entender que uma impressão não é o mesmo que uma pessoa e que engajamento verdadeiro pode ser muito diferente do que parece. Portanto, ao ver números grandes, é essencial questionar o que eles realmente significam e se há resultados concretos por trás deles.
O uso de métricas digitais, como visualizações e impressões, tem sido amplamente debatido. Muitas pessoas acreditam que esses números são sinônimos de sucesso e reconhecimento. No entanto, estudos recentes revelam que uma parte significativa das impressões é invisível, levantando questões sobre a eficácia dessas métricas.
Cerca de um terço das impressões digitais nunca é visualizado. A Integral Ad Science estima que 33% dos anúncios digitais são invisíveis. O índice global de viewability (visibilidade) ficou em 76% no final de dois mil e vinte e três. Além disso, um relatório da DoubleVerify indicou um aumento de 86% nos agentes automáticos gerados por inteligência artificial no segundo semestre de dois mil e vinte e quatro, resultando em mais de 2 bilhões de solicitações de anúncios que não alcançaram usuários reais.
A discrepância entre seguidores e reconhecimento é alarmante. Uma pesquisa do Yougov revelou que influenciadores como Charli D’Amelio, com 157 milhões de seguidores, têm apenas 44% de reconhecimento nos Estados Unidos. Khaby Lame, com 162 milhões, apresenta 48% de reconhecimento, enquanto Addison Rae, com 88 milhões, tem apenas 24%.
Esse fenômeno se repete em empresas. A varejista indiana Meesho acumulou 1,2 bilhão de impressões com a campanha #WaitNahiVoteKaro em dois mil e vinte e quatro, mas seu nome não aparece entre as 20 marcas mais lembradas no país, segundo o YouGov BrandIndex. O mesmo ocorreu em um estudo sobre bebês reborn no TikTok, onde 840 mil posts não resultaram em aumento nas vendas.
A hipnose pelos números grandes é comum. Eles são fáceis de apresentar e difíceis de contestar, funcionando como a altura de um arranha-céu. Na era digital, um view é frequentemente interpretado como uma pessoa, mas essa tradução pode ser enganosa. Na internet de dois mil e vinte e cinco, cinquenta milhões de impressões podem não resultar em vendas reais.
É essencial questionar a validade das métricas. Um influenciador com 50 milhões de seguidores pode ter menos engajamento do que uma conta local com 50 mil. Perguntar “quem viu?” e “houve venda?” são passos cruciais para entender o impacto real. Métricas são mapas, não o território. Elas são úteis, mas apenas quando se compreende suas limitações e a conexão com os objetivos reais.
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