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Universidade de Cambridge desenvolve refrigerante sólido para ar-condicionado sustentável

Pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolvem refrigerantes sólidos que prometem revolucionar a refrigeração e reduzir emissões.

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Pesquisadores da Universidade de Cambridge estão criando um novo tipo de refrigerante sólido que pode mudar a forma como usamos ar-condicionado. Esse material, que é macio como cera, não libera gases que causam o efeito estufa e pode ser mais eficiente em termos de energia. O professor Xavier Moya, que estuda esses cristais há 15 anos, explica que eles funcionam de maneira diferente dos refrigerantes tradicionais, usando um fenômeno chamado “efeito barocalórico”. A startup Barocal, fundada por Moya, já arrecadou cerca de 4,5 milhões de dólares e está testando um protótipo de ar-condicionado do tamanho de uma maleta. Embora o protótipo ainda não seja perfeito, ele já consegue resfriar latas de bebida. A empresa planeja lançar um produto comercial em três anos, inicialmente para grandes estabelecimentos, com a intenção de oferecer preços acessíveis para residências no futuro.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge estão desenvolvendo “refrigerantes sólidos” que podem transformar a indústria de refrigeração. Um protótipo de ar-condicionado está em fase de testes e deve ser lançado comercialmente em três anos. Essa inovação surge em um contexto de crescente demanda por ar-condicionado, impulsionada pelo aquecimento global e pelas preocupações com gases que contribuem para o efeito estufa.

Os refrigerantes sólidos, que possuem uma textura semelhante à cera, têm a capacidade de operar em temperaturas que variam mais de cinquenta graus sob pressão, sem liberar gases nocivos. Segundo o professor de física de materiais, Xavier Moya, esses novos refrigerantes são potencialmente mais eficientes em termos de consumo de energia. Atualmente, existem cerca de dois bilhões de aparelhos de ar-condicionado em uso no mundo, e esse número continua a crescer.

Moya, que estuda esses materiais há quinze anos, utiliza uma máquina que mede a temperatura dos cristais sob pressão para identificar os melhores refrigerantes. Esses cristais, compostos de moléculas que giram, dissipam energia na forma de calor quando pressionados, resultando no chamado efeito barocalórico. Cliff Elwell, professor de física das edificações na Universidade College London (UCL), afirma que os sólidos barocalóricos podem ser tão eficazes quanto os sistemas tradicionais a gás.

Avanços da Startup Barocal

Em 2019, Moya fundou a startup Barocal, que já arrecadou cerca de US$ 4,5 milhões para desenvolver a tecnologia. A empresa, que atualmente conta com nove funcionários, planeja expandir sua equipe para até trinta pessoas. O primeiro protótipo de ar-condicionado, do tamanho de uma maleta, já demonstra funcionalidade, embora ainda não tenha sido otimizado em termos de peso e ruído.

A Barocal foca inicialmente em sistemas de refrigeração para grandes estabelecimentos, como lojas e escolas, e espera que a tecnologia possa reduzir as emissões em até setenta e cinco por cento em comparação com os sistemas convencionais. O diretor comercial da empresa, Florian Schabus, prevê que o primeiro produto chegue ao mercado em três anos, com a intenção de oferecer preços competitivos para o consumidor final no futuro.

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