Fabiola Torres e Diana Pinzón estão trabalhando em um projeto de destilados de agave que se preocupa com a preservação do meio ambiente e a biodiversidade. Elas plantam agaves a partir de sementes, evitando o uso de produtos químicos, e buscam restaurar os ecossistemas que foram danificados pela indústria. No México, a produção de agave é importante para a fabricação de bebidas como mezcal e tequila, que se tornaram populares desde que a culinária mexicana foi reconhecida pela Unesco. No entanto, a produção em larga escala e o uso de monoculturas têm prejudicado a flora e a fauna locais, especialmente os morcegos, que são polinizadores essenciais dos agaves. Torres e Pinzón querem mudar isso, garantindo que parte dos agaves florescidos permaneça no campo para alimentar os morcegos e promovendo a conservação da biodiversidade. Elas também fazem parte do Fundo Agavero, que envolve várias comunidades na preservação dos ecossistemas e na reflexão sobre os impactos da indústria do agave. O trabalho delas é um esforço para proteger o patrimônio cultural e ambiental do México, que está ameaçado pela exploração excessiva dos recursos naturais.
Fabiola Torres e Diana Pinzón estão liderando um projeto inovador de destilados de agave no México, focado na conservação ecológica e na biodiversidade. Elas cultivam agaves a partir de sementes, evitando agroquímicos e buscando restaurar ecossistemas degradados pela indústria. O projeto, chamado Zinacantán, visa proteger a relação entre agaves e murciélagos, polinizadores essenciais.
A produção de agave, crucial para mezcal e tequila, tem uma longa história no México. Desde 2010, a popularidade desses destilados cresceu após o reconhecimento da culinária mexicana como Patrimônio Cultural pela Unesco. Contudo, a exploração intensiva de agaves, especialmente em monocultivos, tem causado sérios danos ambientais e à biodiversidade.
Torres, mestra mezcalera, observa que a paisagem local mudou drasticamente. “Antes, os quiotes [flores de agave] se viam luminosos por todos os cerros”, lamenta. A colheita excessiva de agaves interrompe o ciclo vital das plantas e afeta a alimentação dos murciélagos, levando a uma queda significativa em suas populações.
O projeto de Torres e Pinzón se destaca por sua abordagem sustentável. Elas garantem que 30% dos agaves florescidos permaneçam nos campos, servindo de alimento para os murciélagos. Além disso, estão criando corredores de alimentação para esses animais, promovendo a restauração ecológica em várias regiões do México.
O Fundo Agavero, iniciativa coletiva que envolve diversas comunidades, já está colhendo frutos. Estão sendo construídos bancos de sementes e promovidas práticas agrícolas que excluem o uso de agroquímicos. “O trabalho de conservação se baseia em estabelecer relações de confiança com as comunidades,” afirma Pinzón, ressaltando a importância da conscientização sobre os impactos da indústria do agave.
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