O transplante capilar está em alta e deve crescer ainda mais, passando de US$ 6,91 bilhões em 2024 para US$ 10,61 bilhões em 2029, com um aumento de quase 9% ao ano. Esse procedimento é uma solução para a calvície e é feito retirando fios de áreas do couro cabeludo onde eles são mais resistentes à queda, geralmente na parte de trás ou nas laterais, e colocando-os nas áreas afetadas. É importante saber que transplante e implante não são a mesma coisa; o transplante usa fios do próprio paciente, enquanto o implante pode envolver fios artificiais, que têm mais riscos. O transplante é indicado para quem tem calvície androgenética, cicatrizes ou perda de cabelo por traumas. Antes da cirurgia, é essencial que o paciente esteja em tratamento clínico e siga as orientações médicas. Após o procedimento, os cuidados são fundamentais, pois os resultados aparecem entre seis e 12 meses. Mesmo com os fios transplantados sendo permanentes, o tratamento deve continuar para evitar a queda dos fios ao redor. O acompanhamento médico é crucial para garantir a saúde dos cabelos a longo prazo.
A busca por transplantes capilares cresce globalmente. Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o setor, avaliado em US$ 6,91 bilhões em 2024, deve alcançar US$ 10,61 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual de quase 9%. O procedimento é uma solução definitiva para a calvície e tem atraído a atenção de várias celebridades.
A dermatologista Isabela Dupin, da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP), explica que o transplante é indicado para áreas com falhas ou calvície. O método envolve a retirada de fios de regiões resistentes à queda, geralmente na parte de trás ou laterais da cabeça, para serem realocados nas áreas afetadas. Isso garante resultados naturais e duradouros.
É importante destacar que transplante e implante não são sinônimos. O implante pode envolver fios artificiais, com maior risco de rejeição e infecções. Já o transplante utiliza fios do próprio paciente, tornando o procedimento mais seguro e eficaz. Além da calvície, o transplante é indicado para cicatrizes no couro cabeludo e para preencher sobrancelhas e barba, desde que haja uma área doadora saudável.
Cuidados e Tratamentos
A avaliação clínica é fundamental antes da cirurgia. O dermatologista Daniel Cassiano, diretor da SBD-RESP, recomenda que o paciente esteja em tratamento clínico e utilizando medicamentos prescritos. Outras terapias, como laser e intradermoterapia, podem ser associadas.
Após o transplante, os cuidados no pós-operatório são essenciais. Os resultados visíveis surgem entre seis e doze meses após a cirurgia. Isabela orienta que, nas primeiras semanas, é crucial evitar exposição ao sol e esforços físicos, além de lavar os fios com delicadeza.
Mesmo com os fios transplantados sendo permanentes, o tratamento clínico deve continuar. A calvície é uma condição progressiva, e a manutenção é necessária para evitar a queda dos fios nativos. O acompanhamento médico é indispensável para garantir a longevidade dos fios e preservar o resultado estético ao longo do tempo.
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