O fotógrafo Mycchel Legnaghi, de 41 anos, está se preparando para registrar a neve que deve cair na Serra catarinense na madrugada e manhã de quinta-feira (29). Ele sobe montanhas a 1,6 mil metros de altura, enfrentando frio intenso e umidade. Mycchel usa roupas especiais para se proteger e se mantém em movimento para evitar a hipotermia. Ele já fotografa o frio na região desde 2001 e está acostumado a esperar pela neve, que é um fenômeno comum em São Joaquim. Apesar das dificuldades, como o frio extremo que faz suas mãos doerem, ele não se sente frustrado quando a neve não aparece. Para ele, cada espera vale a pena quando finalmente consegue capturar as imagens dos flocos caindo. A previsão indica que a neve pode ocorrer em áreas altas do Oeste catarinense, mas é importante acompanhar as atualizações meteorológicas, pois o fenômeno é difícil de prever. A queda das temperaturas começou na quarta-feira (28) e deve continuar.
O fotógrafo Mycchel Legnaghi se prepara para registrar a neve prevista na Serra catarinense, especialmente em São Joaquim, na madrugada e manhã de quinta-feira (29). Ele enfrenta condições extremas de frio e umidade nas montanhas, subindo até 1,6 mil metros de altura.
Legnaghi, que fotografa o frio na região desde 2001, aguarda ansiosamente o fenômeno, que é uma tradição local. Ele já presenciou diversas situações, como geadas e tempestades de neve. A Defesa Civil prevê a ocorrência de neve nas áreas mais altas do Oeste catarinense, onde as condições climáticas são favoráveis.
Para suportar as baixas temperaturas, que podem chegar a -20°C, o fotógrafo utiliza roupas tecnológicas e se mantém em movimento para evitar a hipotermia. Ele relata que, apesar do frio intenso, não consegue usar luvas, pois precisa manusear seu celular e equipamentos. “Meus dedos ficam roxos e congelados”, diz.
Desafios e Preparativos
Legnaghi considera a espera pela neve um grande desafio. Ele já passou noites geladas em locais como o Mirante da Serra do Rio do Rastro, onde enfrentou ventos fortes e a falta de iluminação. Mesmo sem sucesso em algumas tentativas, ele não se sente frustrado. “O que não me mata me torna mais forte”, afirma.
Quando a neve finalmente cai, todo o esforço vale a pena. “Esperar a neve não é um ato romântico. É uma batalha mortal, mas quando os flocos aparecem, a dor se transforma em força”, destaca. A previsão de neve para esta quinta-feira traz esperança para Legnaghi e outros entusiastas do fenômeno na Serra catarinense.
Entre na conversa da comunidade