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Joalherias apostam em pedras imperfeitas e inusitadas para criar peças únicas

Joalheiros de luxo estão rompendo com a tradição e valorizando pedras imperfeitas, refletindo uma nova busca por singularidade e emoção.

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A indústria de joias, que sempre valorizou a clareza e o corte das pedras preciosas, está passando por uma mudança. Joalheiros de alto padrão, como Pomellato e Ara Vartanian, estão agora focando em pedras imperfeitas e únicas, que antes eram consideradas menos valiosas. Pomellato, por exemplo, lançou uma coleção que não usa apenas os tradicionais diamantes, rubis, safiras e esmeraldas, mas sim pedras que não brilham e que muitas vezes não são cortadas. O mestre de gemas da marca, Stefano Cortecci, acredita que todas as pedras têm sua própria beleza, independentemente de serem consideradas preciosas ou não. Ara Vartanian, um joalheiro brasileiro, também se destaca por usar diamantes negros de forma invertida, mostrando que ele vê beleza nas imperfeições. Designers novos estão seguindo essa tendência, usando pedras menos conhecidas que têm significados emocionais. Essa mudança reflete um novo comportamento dos consumidores, que agora buscam mais originalidade e significado nas joias, especialmente as mulheres, que estão comprando mais para si mesmas. Além disso, a dificuldade em encontrar pedras preciosas tradicionais e a popularidade dos diamantes cultivados em laboratório estão fazendo com que as joias com pedras imperfeitas se tornem mais atraentes.

Joalheiros de alto padrão, como Pomellato e Ara Vartanian, estão mudando a forma como as pedras preciosas são valorizadas. Em vez de focar na clareza e no corte, eles celebram a singularidade e a expressão emocional das gemas. Essa tendência se destaca em um mercado tradicionalmente dominado por diamantes, rubis, safiras e esmeraldas.

Pomellato, por exemplo, lançou uma coleção de alta joalheria que prioriza pedras com inclusões únicas e menos perfeitas. O gemólogo da marca, Stefano Cortecci, afirma que todas as pedras têm sua própria beleza e identidade. A coleção inclui colares com aquamarinas grandes e suaves, além de peças inspiradas no céu noturno de Milão.

A Nova Estética

Ara Vartanian, por sua vez, é conhecido por usar diamantes negros em configurações inusitadas. Ele considera as inclusões não como imperfeições, mas como características que tornam as pedras mais interessantes. Vartanian cresceu em uma família de comerciantes de gemas e sempre se sentiu atraído pelas pedras menos convencionais.

A mudança na percepção das gemas reflete uma transformação no comportamento do consumidor. Cada vez mais mulheres estão comprando joias para si mesmas, priorizando o design e a conexão emocional em vez do valor de investimento. Cerca de 70% dos clientes da Pomellato são mulheres, segundo Cortecci.

Raridade em Alta

A popularidade das pedras não convencionais também está ligada à dificuldade de se encontrar gemas tradicionais de alta qualidade. Restrições sobre diamantes russos e a crescente concorrência no setor têm levado os joalheiros a enfatizar a raridade das pedras. Isso se torna um diferencial em um mercado onde a uniformidade das pedras cultivadas em laboratório é comum.

Designers emergentes também estão adotando gemas menos conhecidas, como a *ágata Sulemani Aqeeq*, que é considerada uma pedra de cura. O designer belga Dries Criel utiliza olho de tigre em suas criações, enquanto a joalheira suíça Cora Sheibani destaca o quartzo defumado em suas coleções. Essa tendência mostra que a busca por autenticidade e histórias pessoais está moldando o futuro da joalheria.

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