Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pesquisadores utilizam genética para reflorestar manguezais na Amazônia com sucesso

Projeto Mangues da Amazônia refloresta 18 hectares de manguezais no Pará, unindo genética e saberes tradicionais na luta contra as mudanças climáticas.

0:00
Carregando...
0:00

Um grupo de pesquisadores do Projeto Mangues da Amazônia reflorestou dezoito hectares de manguezais degradados no Pará. A iniciativa, que combina genética e saberes tradicionais, visa recuperar quarenta hectares na região. O projeto destaca a importância dos manguezais na captura de carbono e no combate às mudanças climáticas.

Desde 2021, a tecnologia aplicada no Pará mapeia a variabilidade genética das espécies nativas. O coordenador do Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), Marcus Fernandes, explica que a seleção de sementes com maior diversidade genética aumenta a resistência das árvores a alterações ambientais. A estratégia resulta em árvores mais produtivas e resilientes, beneficiando a fauna local, como o caranguejo-uçá.

Coordenado pelo Instituto Peabiru, Instituto Sarambuí e LAMA/UFPA, o projeto recebeu apoio da Petrobras e do Governo Federal. Até agora, as áreas reflorestadas incluem os municípios de Tracuateua, Bragança, Augusto Corrêa e Viseu. O gerente do projeto, John Gomes, ressalta que o reflorestamento é um gesto de sensibilização e conexão com a natureza.

Importância dos Manguezais

A relevância do trabalho aumenta em um ano marcado pela COP30, que ocorre em Belém. Cientistas estimam que os manguezais amazônicos produzem de duas a três vezes mais carbono que as florestas de terra firme, tornando-se aliados cruciais no combate às mudanças climáticas. O biólogo Adam Bessa destaca que o projeto está na vanguarda do uso da genética para preservar esse ecossistema.

O método envolve a coleta de folhas de espécies-chave, como Rhizophora mangle (mangue-vermelho), Avicennia germinans (mangue-preto) e Laguncularia racemosa (mangue-branco). O DNA extraído dessas amostras revela áreas com maior diversidade genética, priorizando a obtenção de sementes. O foco na qualidade genética das plantas propõe um reflorestamento mais eficiente e sustentável.

Avanços e Compromissos

Atualmente, o projeto avança com coletas em campo para consolidar dados até 2025. A iniciativa reforça o compromisso com a conservação e uso sustentável dos manguezais da Amazônia, integrando ciência, gestão ambiental e inclusão social. A criação de corredores ecológicos também é uma estratégia para conectar fragmentos de vegetação nativa, fortalecendo a estrutura biológica do ecossistema.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais