A Future Society, em parceria com a Harvard University Herbaria, está criando perfumes a partir de flores que já estão extintas. Eles usam técnicas de sequenciamento de DNA para descobrir como eram as fragrâncias dessas plantas. Já conseguiram recriar seis perfumes com cheiros que vão do verde ao floral. Um exemplo é a orbexilum stipulatum, uma planta que floresceu pela última vez em 1881 e desapareceu devido à destruição do seu habitat. A fundadora da empresa, Jasmina Aganovic, explicou que o processo envolve analisar o DNA das plantas preservadas e que, embora não seja uma ciência exata, permite uma ideia de como essas flores poderiam ter cheirado. Os perfumistas trabalham com as informações obtidas para criar as fragrâncias, misturando notas que lembram o ambiente onde as flores cresciam. A empresa não tenta ressuscitar as plantas, mas sim homenagear suas essências através da arte da perfumaria.
A Future Society, em colaboração com a Harvard University Herbaria, desenvolveu perfumes a partir de flores extintas, utilizando técnicas de sequenciamento de DNA. O projeto visa recriar fragrâncias que não podem mais ser encontradas na natureza.
A empresa, que atua no setor de biotecnologia, já lançou seis fragrâncias inspiradas em plantas que desapareceram, como o orbexilum stipulatum, que floresceu pela última vez em mil oitocentos e oitenta e um. A extinção dessa planta ocorreu devido à erradicação de búfalos na região e à subsequente inundação causada por barragens.
“Nosso objetivo é criar aromas que nunca foram sentidos antes”, afirmou Jasmina Aganovic, fundadora e CEO da Future Society. O processo de recriação envolve a extração de DNA de espécimes preservados, que são analisados para identificar moléculas de fragrância. A técnica é semelhante à utilizada por serviços de genealogia, como o ancestry.com.
Processo de Criação
A equipe da Future Society enfrentou desafios, uma vez que o DNA se degrada com o tempo. “Não sabíamos se a experiência de desextinção funcionaria, então foi um jogo de números”, explicou Aganovic. Os cientistas analisaram amostras e realizaram reações químicas para isolar o DNA.
Após a sequenciação, os dados obtidos foram utilizados para criar perfis olfativos. No entanto, a transformação desses dados em fragrâncias requereu a colaboração de perfumistas, que combinaram notas de aromas com base nas informações genéticas.
Colaboração com Perfumistas
Os perfumes foram desenvolvidos em parceria com renomadas casas de fragrâncias, como Givaudan e Robertet. Cada perfumista trouxe uma abordagem única, criando aromas que evocam a história das flores extintas. Por exemplo, Olivia Jan trabalhou na fragrância Grassland Opera, inspirada no orbexilum stipulatum, buscando capturar a essência de um ambiente úmido e verde.
Daniela Andrier formulou duas fragrâncias, incluindo a Reclaimed Flame, que homenageia o Leucadendron grandiflorum, extinto desde mil novecentos e sessenta. “A paleta de ingredientes foi baseada em elementos terrosos e herbais”, disse Aganovic.
A Future Society não busca ressuscitar as flores, mas sim explorar a relação entre ciência e arte na criação de fragrâncias. “É importante reconhecer que a tecnologia não pode substituir a conexão que as populações tinham com essas plantas”, concluiu Aganovic.
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