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Companhias aéreas endurecem regras sobre uso de baterias portáteis em voos

Companhias aéreas endurecem regras sobre transporte de baterias portáteis, exigindo que fiquem visíveis após incêndios em voos.

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As regras para transportar baterias portáteis em voos estão mudando e se tornando mais rigorosas. A Southwest Airlines, uma das maiores companhias dos Estados Unidos, agora exige que os passageiros mantenham seus carregadores portáteis visíveis durante o uso, após vários incidentes de incêndio. Companhias aéreas na Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, Singapura, Malásia e Hong Kong também adotaram regras semelhantes ou proibiram o uso de carregadores portáteis durante o voo, especialmente após um incêndio em um avião da Air Busan. No Brasil, a ANAC determina que essas baterias devem ser transportadas apenas na bagagem de mão e proíbe seu despacho. Baterias de até 100 Wh podem ser levadas sem restrições, enquanto as de 100 Wh a 160 Wh precisam de autorização da companhia aérea. Cada companhia pode ter regras mais rígidas, como proibir o uso de power banks durante o voo. A frequência de incidentes com baterias de íon-lítio tem aumentado, e a FAA alerta que esses problemas podem ocorrer se as baterias estiverem danificadas ou superaquecidas. Embora incêndios causados por essas baterias sejam raros, as tripulações estão preparadas para lidar com eles.

As regras para o transporte de baterias portáteis em voos estão se tornando mais rigorosas. A Southwest Airlines foi a primeira entre as quatro maiores companhias aéreas dos Estados Unidos a endurecer suas normas, exigindo que os passageiros mantenham os carregadores portáteis visíveis durante o uso. A mudança ocorre após incidentes de incêndio relacionados a baterias em voos.

Companhias aéreas na Ásia, como as da Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia, Singapura, Malásia e Hong Kong, também implementaram regras semelhantes ou proibiram o uso de carregadores portáteis durante o voo. Essas medidas foram motivadas por um incêndio que destruiu um avião da Air Busan em janeiro. Embora a investigação ainda esteja em andamento, o governo sul-coreano agora exige que os passageiros mantenham os carregadores ao alcance do braço.

Regras no Brasil

No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) determina que as baterias portáteis devem ser transportadas apenas na bagagem de mão. É proibido despachar essas baterias soltas. Dispositivos com baterias internas, como notebooks e câmeras, também devem estar desligados durante o voo. Baterias com até 100 Wh (watt-hora) são permitidas sem restrições, enquanto aquelas entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização da companhia aérea.

As normas podem variar entre as companhias aéreas. A Southwest Airlines proíbe o carregamento de dispositivos enquanto estão guardados nos compartimentos superiores, permitindo que a tripulação reaja rapidamente em caso de superaquecimento. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) exige que dispositivos com baterias de íon-lítio sejam mantidos na bagagem de mão.

Aumento de Incidentes

A frequência de incidentes envolvendo baterias de íon-lítio tem crescido. Em 2022, foram registrados 84 casos nos Estados Unidos, comparados a 32 em 2016. Esses incidentes incluem incêndios e superaquecimento, com os carregadores portáteis sendo os principais responsáveis. A FAA alerta que a reação em cadeia que pode levar a incêndios ocorre quando as baterias estão danificadas ou superaquecidas.

Desde 2016, a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) proíbe o transporte de baterias de íon-lítio no porão de carga de aviões de passageiros. Contudo, não há um padrão global sobre como as companhias regulam os power banks. Especialistas recomendam que os consumidores adquiram dispositivos de fabricantes confiáveis para minimizar riscos.

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