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Troca de plasma pode desacelerar envelhecimento biológico, aponta estudo recente

Troca de plasma promete desacelerar o envelhecimento, mas especialistas alertam para riscos e falta de evidências conclusivas.

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A troca de plasma do sangue está sendo estudada como uma possível forma de retardar o envelhecimento. Especialistas acreditam que esse procedimento pode remover substâncias prejudiciais do sangue, assim como a troca de óleo em carros. Um estudo recente com 42 pessoas, com idade média de 65 anos, mostrou que a troca de plasma pode desacelerar a degradação biológica relacionada à idade. No entanto, muitos cientistas estão céticos quanto à eficácia e segurança a longo prazo desse tratamento. O estudo, financiado por uma empresa que oferece a terapia, encontrou que os participantes que passaram pelo procedimento apresentaram menores níveis de compostos que se acumulam com a idade. Apesar disso, especialistas alertam que não há provas suficientes de que a troca de plasma traga benefícios reais para pessoas saudáveis e que o procedimento pode acarretar riscos, como complicações médicas. Além disso, a terapia é considerada segura, mas não é isenta de riscos, como a possibilidade de infecções.

A troca de plasma tem sido considerada uma potencial terapia antienvelhecimento, com especialistas comparando o procedimento à troca de óleo em veículos. A prática, que custa milhares de dólares por sessão em clínicas de longevidade, visa remover compostos prejudiciais do sangue.

Um estudo recente publicado na revista científica *Aging Cell* analisou 42 participantes com idade média de 65 anos. Os resultados indicam que a terapia de troca de plasma pode desacelerar a degradação biológica associada à idade. Os participantes que passaram pelo tratamento apresentaram menores concentrações de compostos biológicos que se acumulam com o tempo, em comparação ao grupo controle.

Apesar dos resultados, muitos cientistas permanecem céticos. Katayoun Fomani, professora associada da Universidade do Alabama, afirma que os benefícios antienvelhecimento nunca foram comprovados em grandes ensaios clínicos. Ela alerta que o procedimento pode expor os pacientes a complicações médicas sem benefícios claros.

Procedimento e Riscos

A troca de plasma é um tratamento estabelecido para distúrbios sanguíneos e doenças autoimunes. Durante a terapia, o sangue do paciente é retirado, o plasma é separado e descartado, sendo substituído por plasma de doador ou fluido sintético. Cada sessão pode durar algumas horas.

Embora o estudo da Circulate Health sugira que a troca de plasma pode alterar a composição do sangue, Jeffrey Winters, chefe de medicina transfusional da Mayo Clinic, destaca que o estudo foi pequeno e não acompanhou os participantes por tempo suficiente para avaliar a durabilidade dos efeitos. Os riscos do procedimento incluem falhas na máquina e a possibilidade de transmissão de infecções.

A pesquisa sobre os efeitos antienvelhecimento da troca de plasma é ainda incipiente. Estudos anteriores focaram em animais, e os resultados não se aplicam automaticamente aos humanos. A troca de plasma continua a ser uma área de interesse, mas ainda carece de evidências concretas para comprovar seus benefícios na longevidade.

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