Andressa Arce, defensora pública e escritora, lançou seu primeiro romance chamado “No dia em que não fui”. A história gira em torno de duas meias-irmãs, Liana e Alice, que se conhecem na infância, mas a relação é interrompida quando Liana comete suicídio. Após essa perda, Alice enfrenta um transtorno alimentar, tentando imitar a irmã que partiu. Arce utiliza sua própria experiência com a perda de uma irmã para explorar temas como luto e saúde mental. Ela acredita que a dor do suicídio é única e difícil de lidar, e que a escrita a ajudou a processar essa dor. O livro também reflete sobre a importância de lembrar e reconstruir a vida após a perda, mostrando que as personagens têm vida além de seus problemas. Arce se inspira em outras autoras que abordaram temas semelhantes, buscando tratar essas questões com sensibilidade e profundidade.
Andressa Arce, defensora pública e escritora, lança seu primeiro romance, “No dia em que não fui”, pela editora Patuá. A obra aborda a relação entre duas meias-irmãs, Liana e Alice, e explora temas como luto e transtornos alimentares, refletindo a experiência pessoal da autora com a perda de uma irmã por suicídio.
A narrativa se inicia com o encontro das irmãs, que se conhecem na infância e adolescência. O convívio é interrompido pela morte da irmã mais velha, que comete suicídio. A irmã remanescente, Alice, enfrenta um transtorno alimentar, buscando, de forma distorcida, imitar a partida da irmã. Arce destaca que essa repetição de comportamentos pode ser atribuída a um luto não elaborado.
Em suas palavras, Arce menciona que “o luto do suicídio é diferente”, ressaltando a dor intensa que acompanha a perda. A autora utiliza suas memórias para reconstruir a narrativa, afirmando que a ficção se tornou uma ferramenta para lidar com suas próprias dores. Ela cita influências literárias, como Sylvia Plath, que a inspiraram a abordar temas delicados com sensibilidade.
A obra não se limita a retratar a dor, mas busca dar voz às personagens, que são descritas como “muito vivas”, apesar de seus diagnósticos. Arce enfatiza que a escrita é uma forma de enfrentar o estigma relacionado à saúde mental, e que sua história é parte de uma narrativa coletiva. Com “No dia em que não fui”, a autora espera contribuir para a discussão sobre saúde mental e luto, mostrando que essas experiências não são exclusivas, mas universais.
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