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Catadoras de recicláveis ganham visibilidade e lutam contra estigmas sociais

Catadoras de recicláveis no Brasil, como Anne Martins e Litz Gouveia, usam redes sociais para combater estigmas e promover direitos.

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As catadoras de materiais recicláveis no Brasil, que são em sua maioria mulheres, enfrentam preconceitos e invisibilidade social, apesar de serem fundamentais para a reciclagem. Anne Martins e Litz Gouveia usam as redes sociais para falar sobre os desafios da profissão, como a falta de direitos e a necessidade de educação ambiental. Anne, que começou a catar recicláveis após passar por dificuldades, compartilha sua rotina nas redes e já tem mais de 300 mil seguidores. Ela busca conscientizar as pessoas sobre a separação do lixo e a exploração que os catadores enfrentam. Litz, que começou a trabalhar como catadora aos 15 anos, também usa suas redes para educar e denunciar a marginalização da profissão. Ambas destacam que sem os catadores, a coleta seletiva no Brasil enfrentaria grandes problemas, já que 90% do que é reciclado passa por suas mãos. Apesar de serem reconhecidas oficialmente, as catadoras ainda lutam por direitos básicos, como salário mínimo e melhores condições de trabalho.

As catadoras de materiais recicláveis no Brasil, em sua maioria mulheres, enfrentam estigmas e invisibilidade social, apesar de desempenharem papel crucial na coleta seletiva e reciclagem. Anne Martins e Litz Gouveia utilizam as redes sociais para conscientizar sobre a profissão, abordando desafios como preconceito e falta de direitos.

Anne Martins, conhecida como Anne Catadora, compartilha sua rotina de coleta em São Paulo. Natural de Corumbá, Mato Grosso do Sul, ela se mudou para a capital em busca de uma vida melhor, mas enfrentou dificuldades, incluindo a situação de rua. Após a gravidez da filha, Melissa, Anne começou a documentar seu trabalho nas redes sociais durante a pandemia. “Percebi que havia uma enorme desinformação sobre nosso trabalho”, afirma. Com mais de 300 mil seguidores, ela busca educar o público sobre a separação do lixo e a realidade dos catadores.

Litz Gouveia, que começou a catar recicláveis aos 15 anos para ajudar a família, também usa as redes sociais para promover a educação ambiental. Com o perfil Barbie Lixeira, Litz tem mais de 20 mil seguidores e denuncia o preconceito enfrentado por catadores. “As pessoas acham que quem trabalha com isso é usuário de drogas”, relata. Ela busca ampliar sua atuação na área ambiental, destacando a importância da profissão na mitigação de impactos ambientais.

Ambas as catadoras ressaltam que sem seu trabalho, o sistema de coleta seletiva no Brasil enfrentaria sérias dificuldades. De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), 90% do que é reciclado no país passa pelas mãos desses trabalhadores, que são, em sua maioria, mulheres, negras e periféricas. Apesar do reconhecimento oficial da profissão, ainda faltam direitos básicos, como salário mínimo e condições dignas de trabalho.

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