Eliana DeVos, uma menina que nasceu prematuramente com apenas 23 semanas de gestação, passou por uma recuperação notável após um tratamento inovador com pele de peixe. A menina, que enfrentou uma grave infecção que resultou em uma ferida profunda no pescoço, ficou 131 dias em cuidados intensivos.
O tratamento com pele de peixe, utilizado pela equipe médica do Driscoll Children’s Hospital, foi fundamental para a cicatrização da ferida. A técnica, que utiliza pele de bacalhau do Atlântico Norte, oferece uma estrutura para o crescimento de novos tecidos. Após apenas dez dias do início do tratamento, a ferida de Eliana apresentou uma recuperação significativa, com mínima cicatrização.
A pediatra Vanessa Dimas, que acompanhou o caso, explicou que a pele de peixe é semelhante à pele humana em nível microscópico, o que facilita o processo de cicatrização. O tratamento foi considerado seguro, mesmo para uma paciente tão frágil. A equipe médica destacou que Eliana foi a primeira bebê de um quilo a receber esse tipo de tratamento.
A mãe de Eliana, Krystal DeVos, expressou sua gratidão pela inovação médica e pela recuperação da filha. Ela enfatizou a importância de estar aberta a novas abordagens no tratamento de saúde. “Nunca tenha medo de tentar algo novo”, afirmou.
O uso de pele de peixe em tratamentos de feridas é uma prática ainda rara, especialmente em neonatologia. A equipe médica de Driscoll apresentou seus resultados em conferências internacionais, destacando o potencial dessa técnica para ajudar outros bebês prematuros.
Entre na conversa da comunidade