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Baleia-da-Groenlândia é o mamífero mais longevo, vivendo até 268 anos

Baleias-da-Groenlândia superam 200 anos de vida, com células que reparam DNA de forma excepcional, desafiando o envelhecimento.

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A Baleia-da-Groenlândia é o mamífero mais velho do mundo, podendo viver mais de 200 anos. Um estudo recente mostrou que suas células têm uma habilidade incrível de consertar danos no DNA, superando outros mamíferos. Essa capacidade é importante para sua longevidade e está ligada a proteínas específicas que ajudam a reparar quebras no DNA. Ao contrário de outros animais grandes, que têm muitos genes para prevenir o câncer, as baleias-da-Groenlândia se destacam pela eficiência em consertar suas células danificadas, o que as ajuda a evitar doenças e a viver por tanto tempo. Essa habilidade também as protege do estresse causado pelo ambiente frio do Ártico, onde vivem.

A Baleia-da-Groenlândia (Balaena mysticetus) é reconhecida como o mamífero mais longevo do planeta, com estimativas de vida que podem ultrapassar 200 anos. Um estudo recente revelou que suas células fibroblásticas possuem uma capacidade excepcional de reparar danos no DNA, o que contribui para essa longevidade.

Pesquisas indicam que alguns indivíduos podem viver até 268 anos, com evidências de que uma baleia capturada em 2007 tinha entre 115 e 130 anos. A técnica de racemização de aminoácidos aplicada a lentes oculares de baleias caçadas entre 1978 e 1997 revelou idades entre 177 e 245 anos. Essas descobertas reforçam a resistência da espécie.

Mecanismos de Longevidade

O estudo, publicado em maio de 2023, destaca que as células fibroblásticas das baleias-da-Groenlândia superam outras espécies em eficiência de reparo de quebras de fita dupla no DNA. Essa habilidade é atribuída a proteínas como CIRBP (Cold-Inducible RNA-Binding Protein) e RPA2 (Replication Protein A2), que são altamente expressas nas células da espécie.

Esses mecanismos de reparo são fundamentais para a manutenção da integridade do genoma ao longo dos anos. Diferentemente de outros mamíferos grandes, como os elefantes, que possuem múltiplas cópias de genes supressores de tumor, as baleias-da-Groenlândia dependem da precisão e eficácia desses sistemas de reparo.

Paradoxo de Peto

A eficiência no reparo do DNA também ajuda a explicar o Paradoxo de Peto, que observa a baixa taxa de câncer em animais grandes e longevos. As baleias-da-Groenlândia exemplificam como evoluções moleculares específicas permitem a sobrevivência e reprodução por períodos extraordinários, frequentemente ultrapassando os dois séculos de vida.

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